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Sábado, 25 de maio de 2019

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Aeroporto de Cuiabá e mais três são leiloados por R$ 40 milhões para consórcio

Da Redação - Wesley Santiago

15 Mar 2019 - 10:50

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Aeroporto de Cuiabá e mais três são leiloados por R$ 40 milhões para consórcio
O leilão do bloco Centro-Oeste, que integra os aeroportos de Cuiabá, Rondonópolis, Alta Floresta e Sinop, realizado na manhã desta sexta-feira (15), na B3, em São Paulo (SP), terminou com o Consórcio Aeroeste (formado pelas empresas Sinart e Socicam) como vencedor. Ao todo, o valor de outorga oferecido foi de R$ 40 milhões. A projeção de investimentos nos terminais mato-grossense é de pelo menos R$ 770 milhões.

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Ao todo, foram duas propostas recebidas pelo bloco Centro-Oeste. A primeira foi do Consórcio Aeroeste, no valor de R$ 20,300 milhões (ágio de 2.355,99%). A outra foi feita pelo Consórcio Construcap-Agunsa, com contribuição inicial de R$ 9,902 milhões e ágio de 1.000%.
 
Depois disto, teve início a chamada ‘etapa de viva voz’, onde foram convocadas as duas melhores propostas (geralmente são três, mas no caso do bloco Centro-Oeste foram apenas duas apresentadas).

Na 'etapa viva voz', onde as propostas são feitas pessoalmente, o Consórcio Construcap-Agunsa, que havia oferecido a proposta inicial de R$ 9,9 milhões, subiu o montante para R$ 21 milhões. Porém, o Consórcio Aeroeste subiu a outorga para R$ 31 milhões.

O Consórcio Construcap-Agunsa subiu ainda mais a proposta pelos quatro aeroportos de Mato Grosso e ofereceu R$ 31,5 milhões (3.711,01% de ágio). Faltando dez segundos para o término, a Consórcio Aeroeste jogou todas as cartas e ofereceu R$ 40 milhões, saindo como vencedor.

O Consórcio Aeroeste é composto pelas empresas Socicam (empresa responsável pelo Terminal Tietê, em São Paulo) e a Sinart.

A partir do sexto ano de operação, será cobrada a contribuição variável de 0,04% da receita bruta, chegando a 0,19% da receita bruta no décimo ano de operação. Esse será o percentual cobrado até o fim da concessão.

O investimento obrigatório nos primeiros cinco anos é de R$ 386,7 milhões, com expectativa de que chegue a R$ 711 milhões durante toda a concessão. A garantia da proposta era de R$ 14,3 milhões.

Segundo a superintendente aeroportuária da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Maksaila Moura Campos, a empresa ou o investidor que arrematar os aeroportos mato-grossenses ficará responsável pela administração, ampliação, melhorias e demais investimentos nos terminais.

A superintendente acrescenta que o fato de os aeroportos regionais estarem em área com economia voltada à produção agrícola é sim um chamariz e tem despertado interesse das operadoras pelo volume de pessoas que circulam nessa região. Para se ter uma ideia, o Marechal Rondon, na região metropolitana de Cuiabá, sozinho registrou um fluxo de 3 milhões de embarques e desembarques em 2018.

O Bloco do Centro-Oeste é o único no leilão composto exclusivamente com aeroportos de um só Estado, nesse caso Mato Grosso. Também integraram o certamente terminais do Nordeste e Sudeste. No Bloco Sudeste estão os aeroportos de Vitória (ES) e Macaé (RJ). Já o Bloco Nordeste é formado pelos terminais de Recife (PE), Maceió (AL) Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB) e Juazeiro do Norte (CE).
 
Juntos, os aeroportos em questão recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação.

8 comentários

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  • Xavier
    16 Mar 2019 às 10:21

    Agora, a pergunta onde será a aplicação desse dinheiro no Estado. ???

  • Benedito
    15 Mar 2019 às 18:35

    Valor ridículo.

  • Citizenship
    15 Mar 2019 às 18:12

    Apenas para esclarecimento. O Governo do Estado não fez nenhuma concessão porque os aeroportos não são estaduais. O Governo do Estado não receberá nenhum valor pelas outorgas. Para o Estado, o benefício será resultante do incremento econômico que vier a ocorrer se os aeroportos não forem problema logístico. Como não eram, porque quase todos são pequenos, a externalidade é residual. O único mérito teria sido a influência para conseguir incluir os aeroportos no leilão. Mas, nisso o atual governador não participou. Nem o atual presidente.

  • Bruno
    15 Mar 2019 às 14:36

    Poderia ser uma empresa de fora. Tá na cara que esse consórcio nacional vai usar dinheiro do BNDES a longo prazo. Aonde que esse grupo vai ter 700 milhões para investir.

  • Beatriz Nogueira
    15 Mar 2019 às 13:53

    Excelente notícia. Quanto menos o estado gerir, mais eficiente se torna Parabéns Mauro Mendes. Orgulhosa de ter votado no senhor.

  • Octávio
    15 Mar 2019 às 13:32

    Olha que eu saiba Cuiaba nao tem aeroporto. O aeroporto é em varzea grande.

  • Bob
    15 Mar 2019 às 12:46

    Vixe. R$ 40 milhões por 4 aeroportos ? De graça. E será que uma empresa nacional vai ter capital para investir e atrair malha ? Sei não hein. Achei estranho. O desinteresse das multinacionais com MT foi bem claro. Acho que se tivesse deixado como está, seria melhor.

  • Ana
    15 Mar 2019 às 11:21

    Uma salva de palmas!

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