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Sexta-feira, 24 de maio de 2019

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Entidade baiana se posiciona contra a sobretaxação do agronegócio em MT

Da Redação - Thaís Fávaro

24 Jan 2019 - 17:41

Foto: Reprodução

Entidade baiana se posiciona contra a sobretaxação do agronegócio em MT
Em alerta com a proposta do governo de Mato Grosso em aumentar impostos para o setor agrícola, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) acompanha o posicionamento de outras 41 entidades, que divulgaram na quarta-feira (23) um manifesto contrário ao aumento da alíquota.

“O produtor rural, o setor agrícola e a própria população estão cansados e não aceitam mais o aumento abusivo de impostos, que somente impactam negativamente na economia brasileira, e nos enfraquecem diante da concorrência internacional”, afirma o presidente da entidade, Julio Busato

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Por meio de nota, a entidade manifestou preocupação com os agricultores em campo e aponta que somente a partir da última safra agrícola, vem recuperando gradualmente a rentabilidade dos seus negócios, prejudicada pela estiagem e pragas, além de impactos financeiros com a comercialização e variação cambial.
 
Para Busato, é inadmissível aumentar a carga de impostos para o setor agrícola. “Não somos formadores de preços de nossos produtos e competimos com agricultores americanos e europeus fortemente subsidiados por seus governos, afirma. Ele acredita que os governantes devem olhar para a História e avaliar o que aconteceu, por exemplo, com o estado do Maranhão. “O aumento de impostos para resolver os problemas do estado, dizimaram a cultura do algodão, que poderia ter proporcionado ao estado uma economia mais forte do que possui hoje”, exemplifica.
 
Busato é contundente ao criticar os estados que aumentam os impostos para o setor agrícola. “Colocar a conta no agronegócio para pagar a conta do endividamento dos estados é uma irresponsabilidade”, garante. O agricultor acredita que o aumento de imposto assusta novos investimentos e encarece os alimentos para os consumidores.
 
E endossa o conteúdo do manifesto, assinado também pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), no qual ocupa a função de vice-presidente da entidade, e que teve como signatárias instituições de âmbito nacional como Abag, Abiec, OCB e as entidades do Mato Grosso, como Ampa, Aprosoja MS e Famato. O documento cita que toda a cadeia produtiva nacional sofre com a sobretaxação, desde os produtores, empresas, agroindústrias e exportadores.

“O cenário para o empreendedor rural se agrava devido à variação cambial, que elevou os custos de produção, tirando a rentabilidade do produtor. O tabelamento do frete, instituído pelo governo federal no ano passado, atrasou a comercialização de grãos e impediu produtores e exportadores de aproveitarem melhor momento para venda de seus produtos no mercado internacional”, reforçaram as entidades em comunicado.

3 comentários

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  • Pedro
    25 Jan 2019 às 07:43

    Vazem daqui então e vão plantar algodão na Bahia, tá resolvida a situação. Na quarta feira o presidente da Aprolmat passou o dia todo na Assembléia Legislativa, paralelo as negociações dos servidores com os deputados, entrou e saiu pela porta da frente.

  • Carlos Roberto
    24 Jan 2019 às 21:43

    Entidade de onde mesmo??????

  • Assustada com o novo governo.
    24 Jan 2019 às 21:29

    Seria interessante as as classes representativas se unirem e fazer um planejamento dos custos do governo e auditar as tantas contratações que ele vem efetuando.

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