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Terça-feira, 17 de maio de 2022

Notícias | Tecnologia

da borboleta à lagarta

Abin investiga suspeita de bioterrotismo com proliferação da lagarta helicoverpa

Foto: Reprodução

Lavouras de algodão podem ser alvo de bioterrorismo

Lavouras de algodão podem ser alvo de bioterrorismo

Os estragos causados pela lagarta helicoverpa nas lavouras de algodão, soja, milho, sorgo, milheto, entre outras, levaram as autoridades brasileiras a analisar a possibilidade de que se trata de um caso típico de bioterrorismo.
De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) abriu investigação sobre suspeitas de que a praga tenha sido trazida ao Brasil para devastar a produção nacional e beneficiar concorrentes internacionais.

O tema tem sido debatido nesta semana durante o 9° Congresso Brasileiro do Algodão, que ocorre em Brasília, entre os dias 3 e 6 de setembro.

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A Abrapa trata do assunto com cautela, mas admite que tem preocupação em relação às consequências da ação da lagarta, que já causou perdas de R$ 10,7 bi, segundo as últimas estimativas. Só no oeste baiano, onde houve maior perda na produção e gastos com defensivos agrícolas, os prejuízos chegam a R$ 1,5 bi.

“Ficamos preocupados quando soubemos que a borboleta que coloca ovo que dá origem á lagarta tem capacidade de voar cerca de mil quilômetros. Isso coloca em risco toda a região produtora de algodão, desde o oeste baiano, ao centro-oeste e regiões do sudeste”, afirmou o presidente da entidade, Gilson Pinesso.

Os produtores brasileiros colocaram o Brasil entre os três maiores exportadores, ao lado dos Estados Unidos e Austrália. De acordo com Pinesso, o grande diferencial do Brasil na concorrência mundial é o fato de haver dois ciclos de plantio durante o ano, enquanto Estados Unidos e outros países de clima temperado ficam impedidos devido ao clima frio em boa parte do ano.

O Brasil já foi vítima de bioterrorismo em algumas culturas, como a incidência da vassoura de bruxa, na lavoura cacaueira do sul baiano, e com o mosquito bicudo que já assolou a cotonicultura e foi encontrado em caixas trazidas de outros países.
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