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Quinta-feira, 06 de agosto de 2020

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Assustados com dívidas de quase R$223 mi, produtores tentam 'resgatar' soja em empresa que entrou em recuperação judicial

Da Redação - Isabela Mercuri

21 Abr 2020 - 11:36

Foto: Reprodução

Assustados com dívidas de quase R$223 mi, produtores tentam 'resgatar' soja em empresa que entrou em recuperação judicial
Após a empresa de armazenamento e comércio de grãos Indiana Agri – Comércio e Exportação de Cereais Eireli ter anunciado que entrou em recuperação judicial, diversos credores, com medo de não serem pagos, foram até a sede, na saída de Nova Xavantina para Água Boa, para tentar retirar sua soja. Em um documento que roda as redes sociais dos produtores com a lista dos credores, a dívida soma R$222.297.515, 49.

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No último dia 15 de abril, quarta-feira, a empresa emitiu uma nota informando que havia ajuizado o pedido de recuperação judicial. “A empresa sempre primou pela pontualidade em todas as negociações, o que gerou o quadro de confiança do mercado. Todavia, em razão de fatores alheios a sua vontade, viu o seu fluxo de caixa ser comprometido substancialmente pela oscilação de mercado, impondo a necessidade do ajuizamento do pedido de recuperação judicial”, afirmou.
 
No entanto, a Indiana Agri afirmou que iria cumprir com os contratos, “eis que se trata de uma prestação de serviços para os produtores que não possuem condições de estocarem seus produtos”. Mesmo assim, a situação assustou os produtores.
 
Dois dias depois do anúncio, a Aprosoja também se manifestou, afirmando que “vê com preocupação a medida judicial ingressada em virtude do impacto na cadeia produtiva, em especial aos que se beneficiam direta e indiretamente dessa atividade”.
 
Ainda segundo a Aprosoja, o processo se encontra em segredo de justiça. A associação orientou os associados a juntar todos os documentos que comprovem as relações comerciais de seu crédito com a Indiana Agri e buscar assessoria jurídica “para representá-los no processo e garantir a preservação dos seus direitos dispostos no ordenamento jurídico brasileiro”.

Atualização: 

A Polícia Civil confirmou o registro da ocorrência de 'vias de fato' atendida e registrada pela Polícia Militar no último dia 16 às 08h20, no pátio de armazéns de cereais na BR 158 - zona rural do município de Nova Xavantina. No entanto, por se tratar de ocorrência envolvendo delito contra a pessoa de âmbito privado, não passou detalhes visando a preservação da vítima, bem como para não atrapalhar as diligências investigativas. Um procedimento foi instaurado e o caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Nova Xavantina. 






4 comentários

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  • Nelson
    22 Abr 2020 às 13:02

    A empresa nesse regime precisa, necessariamente, ter um capital social de, no mínimo, 100 salários mínimos relacionados ao ano vigente. Ou seja, para quem pretende abrir uma EIRELI a partir de fevereiro de 2020, o capital social deverá ser de, no mínimo, R$ 104.500,00. Alguns exemplos são fraudes em licitação e lavagem de dinheiro. O objetivo da exigência desse capital social funciona como uma garantia para empregados e fornecedores. Em caso de falência, os credores sabem que vão poder contar com esse valor. É golpe porque a justiça não pode mexer nos bens dos donos que devem ter milhões.

  • ISAIAS RAMOS
    22 Abr 2020 às 07:52

    Situação curiosa. Alegam dívidas de mais de R$ 200 mi. No entanto, a razão social cita, entre outras atividades, comércio e exportação de cereais Eirele. Esses produtores ainda caem numa armadilha dessa? É como querer transportar toda produção armazenada, em apenas um carrinho de mão.

  • DELCIO JANKE
    21 Abr 2020 às 16:26

    #foramaia #foraalcolumbre #forapoliticacorruptaativaepassiva

  • Lucas Morada do Ouro
    21 Abr 2020 às 14:48

    Conversa fiada desses barões do agronegócio.

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