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Terça-feira, 17 de setembro de 2019

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Moradores de assentamentos podem se armar, mas líder do MST não aconselha

Da Redação - José Lucas Salvani

09 Jun 2019 - 09:45

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Moradores de assentamentos podem se armar, mas líder do MST não aconselha
O coordenador nacional do Movimento Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, em entrevista ao AgroOlhar, explica que os assentados podem se armar com o novo decreto do Governo Bolsonaro, mas acrescenta que o movimento irá aconselhar o contrário. O novo decreto de porte de armas em áreas rurais do atual governo exclui os movimentos sem terra do armamento, priorizando aqueles com “justa posse de terra”.

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“Nós sempre fomos contra”, afirma o coordenador. “No ponto de vista jurídico, os assentados podem entrar no mesmo programa e obter o posse de arma. (...) [mas] não vamos indicar aos assentados desse Brasil para se armarem porque não acreditamos nisso (...) Governos passam. Daqui quatro anos, se o Bolsonaro aguentar tudo isso oito, é outra conjuntura””, acrescenta.

Gilmar Mauro, que veio à Cuiabá por conta da Jornada Universitária em defesa da Reforma Agrária, conta que não quer que o MST seja temido e, sim, respeitado como um movimento popular.

Segundo informações de O Globo, o novo decreto de armamento especifica que a autorização do porte em áreas rurais aquelas como “justa posse de terra”, o que influi na exclusão dos membros dos movimentos sem terra no armamento. O primeiro decreto apontava que os moradores de áreas rurais poderiam ter a posse sem precisar comprovar tal necessidade.

A Comissão Pastoral da Terra aponta que 140 assassinatos foram registrados nos últimos 30 anos. Somente em 2018, 38 municípios de Mato Grosso sofreram violência e violação de direitos por terra, aumentando em 20% em relação ao ano anterior, conforme aponta o Caderno de Conflitos Brasil 2018, divulgado na última terça-feira (23). No total, 1174 famílias foram vítimas de pistolagem, que é quando sofrem de alguma ação de pistoleiros.

9 comentários

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  • Verdureiro
    11 Jun 2019 às 15:45

    Mais uma vez se fazendo de VITIMAS. Comprar arma é para quem tem BONS ANTECEDENTES, existe critério. Não existe "Balburdia".....

  • Paula
    10 Jun 2019 às 08:15

    Essa canbada nao tem dinheiro nem pra plantar um quilo de feijao...imagina comprar uma arma.....

  • Luiz Marcio
    10 Jun 2019 às 05:56

    Os ricos podem se amar,os pobres tem que olhar e admirar,o governo dividiu mais ainda a sociedade em apenas duas A e B, ricos e pobres.quem pode pagar e quem ainda depende do sistema.

  • Alyne
    10 Jun 2019 às 01:07

    Não não podem, pq n tem "justo direito", quem tem são os donos. Se vcs são sem terras devem TRABALHAR DIGNAMENTE e comprar suas terras. Não trabalham e querem tirar dos outros!! Sempre andaram armados e NÃO, NÃO PODEM MAIS TER ARMAS, já são criminosos por desrespeitarem o direito de alguém que detém a posse pelo seu suor, serão mais se mantiverem posse de armas!

  • San
    10 Jun 2019 às 00:47

    Isso tem tudo pra dar errado!

  • Caio Arruda Marques
    09 Jun 2019 às 22:50

    Esses bandidos do mst não precisam de armas, pois já tem bastante, além de contarem com a proteção desses farsantes da suspeitissima comissão pastoral da terra. Deveriam estar todos na cadeia.

  • Rocha
    09 Jun 2019 às 16:49

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  • Frederico
    09 Jun 2019 às 15:33

    Piada pronta. Essa galera esquerdista incentivou como pode a violência, esgotando nossa paciência há décadas. Agora vêm posar de coitadinhos ? Mais uma jogada de marketing, não cola mais.

  • Felipe
    09 Jun 2019 às 15:04

    Desculpa amigo, mas acho que o Sr não leui decreto, pois no decreto o Delegado da Polícia Federal é que autorizará a compra da arma, a partir de varios pontos, como antecedentes criminais, necessidade comprovada e outras coisas... agora será que as pessoas que moram em assentamentos estariam de acordo com esses pontos?

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