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Terça-feira, 17 de maio de 2022

Notícias | Tecnologia

Embrapa comemora 40 anos com seminário sobre tecnologia

Os 40 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foram comemorados nesta quinta, dia 26, em Porto Alegre, com a divulgação de novas tecnologias para facilitar o dia a dia dos produtores no campo.

Novidades como refinarias que utilizam matéria-prima verde para produzir combustíveis, produção agrícola com máquinas de precisão e, ainda, a nanotecnologia na agricultura, que nada mais é que a manipulação de átomos e moléculas, foram desenvolvidas pelas pesquisas que ajudam no aumento da produção de alimentos no Brasil.

Tecnologias que fascinam quem já está na atividade e também quem está chegando agora. O aluno do curso de tecnologia em agronegócio, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Jeferson Alflen, reconhece que o futuro da agricultura depende dessas inovações.

– A busca por novos conhecimentos, hoje, no mercado é fundamental para você manter a produtividade e lucratividade de qualquer atividade. Se você não mantém a lucratividade a busca por novas tecnologias e conhecimentos, acaba ficando para trás – disse Alflen.

O estudante, junto com colegas e empresários do setor, participou de um seminário que comemorou os 40 anos de existência da Embrapa.

– O Brasil resolveu nos anos 70 construir uma agricultura baseada em ciência. E as instituições cientificam tiveram um papel muito importante nessa trajetória da nossa agricultura dos últimos 40 anos. Nós saímos de uma situação de importador de alimentos, e nos tornamos um país seguro no sentido de fornecer alimentos para toda a sua população. A ciência teve, sim, uma participação fundamental no desenvolvimento da agricultura no Brasil – salienta o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes.

O evento serviu também para projetar o futuro da pesquisa agrícola no país.

– Temos situações cada vez mais preocupantes com as mudanças de clima, situações extremas de seca. Há necessidade muito grande de afastarmos a agricultura das fontes de energia fóssil. Ela ainda depende muito, seja para movimentar máquinas e equipamentos, seja para produção de insumos. Temos que trazer a agricultura para o campo dos insumos mais sustentáveis. Esse é um desafio muito grande. Daqui para o futuro pensar numa integração cada vez mais da nutrição, alimentação e saúde, para sairmos de uma situação de curar doenças e atrair jovens para fazer a carreira no campo – destaca Lopes.

O estudante Alflen conta que está se preparando para permanecer no campo.

– Tinha um grande êxodo rural até os anos de 95. De 1995 para cá, começou a ter uma nova visão. Os alunos, eu como aluno de uma Instituição Federal, todos estão buscando novos conhecimentos, pois, hoje, o setor do agronegócio como um todo está trazendo valores, preços, que dão valor a atividade agrícola. É um setor lucrativo – enfatiza o aluno.

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