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Terça-feira, 17 de maio de 2022

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pós bienal

Assuntos ligados a biotecnologia ainda causam controversia e são tema de discussão

Questões acerca da biotecnologia foram abordadas durante a Bienal dos Negócios da Agricultura Brasil Central, realizada em Cuiabá entre os dias 08 e 09 de agosto, o evento promovido em conjunto pelas federações da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Mato Grosso do Sul (Famasul), Goiás (Faeg) e Distrito Federal (Fape-DF).

Foto: Reprodução / Ilustração

Assuntos ligados a biotecnologia ainda causam controversia e são tema de discussão

Assuntos ligados a biotecnologia ainda causam controversia e são tema de discussão

De culturas mais resistentes a pragas como a Helicoverpa e Ferrugem Asiática, que tiram o sono dos produtores, a frutas sem sementes. A biotecnologia, cuja prática já era utilizada pelos egípcios a mais de 2,5 mil anos, tem sido usada como ferramenta de melhoramento genético de diversas espécies e traz em sua natureza ideológica a contradição de ser a salvação de uns (produtores) e o inferno de outros (os ambientalistas mais radicais).

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A aplicação de novas tecnologias visando o aumento da produtividade se baseia em dados como o crescimento da população mundial, que deve pular para oito bilhões nos próximos 25 anos.

De acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aproximadamente 40% da população mundial depende da agricultura para sobreviver.

A multinacional agroquímica suíça francesa Syngenta (que reclama para si o desafio de alimentar estes oito bilhões de pessoas em 2025) investiu, apenas em 2009, US$ 960 milhões em pesquisa e desenvolvimento, focando projetos que buscassem proteção de cultivos e sementes. A Syngenta, ao lado de outras gigantes do setor como a Monsanto, Dow AgroSciences e Bayer argumentam que o não uso de defensivos agrícolas acarretaria a perda de 40% dos cultivos mundiais, em decorrência de pragas e doenças.

Na contramão desta prática, tido por muitos como predatória e de alto risco para saúde humano, está a discussão de formas de aumentar a produção agrícola de forma sustentável, sem o uso de Organismos Geneticamente Modificados (OMG’s).

Argumentos que partem principalmente de Organizações Não Governamentais (ONG’s) criminalizam o uso de sementes que contêm linhagens modificadas geneticamente, acusando-as de causar diversos tipos de câncer e outras doenças. Ponderam que é preciso uma mudança de postura por parte dos grandes produtores agrícolas mundial, como o Brasil, que precisam, no entendimento de ambientalistas, encontrar um equilíbrio entre segurança alimentar global e conservação dos recursos naturais.

Biotecnologia, segurança alimentar e recursos naturais agrícolas são temas que quase nunca andam de mãos dadas, apesar dos esforços de muitas empresas e produtores em achar um meio termo que promova o aumento da produção sem macular a preservação do meio ambiente.

Questões acerca da biotecnologia foram abordadas durante a Bienal dos Negócios da Agricultura Brasil Central, realizada em Cuiabá entre os dias 08 e 09 de agosto, o evento promovido em conjunto pelas federações da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Mato Grosso do Sul (Famasul), Goiás (Faeg) e Distrito Federal (Fape-DF).

Sob o título ‘O Futuro da biotecnologia: os desafios da biossegurança e modelos de remuneração’, especialistas como o coordenador de Biossegurança de OGM da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (Mapa), Marcus Vinícius Segurado Coelho; o presidente da TMG - Tropical Melhoramento & Genética, Francisco José Soares Neto e o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Ricardo Tomczyk, abeiraram-se de argumentos para tentar desmitificar a questão, ainda envolta em inúmeras dúvidas, no que diz respeito se tais produtos com origem nestas novas tecnologias são benéficos ou não à saúde do homem), e como proceder juridicamente no caso dos direitos da propriedade intelectual destas novas tecnologias – vide a repercussão dos direitos da tecnologia RR1 desenvolvida pela Monsanto.
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