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SEM PREVISÃO

Licitação de projeto executivo da ferrovia entre Goiás e Lucas do Rio Verde continua adiada

Até agora, a Valec Engenharia e Construções de Ferrovias não retomou a concorrência pública para os sete lotes dos 1.004 quilômetros de ferrovia.

De Sinop - Alexandre Alves

15 Out 2012 - 16:50

Foto: Reprodução

Por enquanto licitações estão paradas e trilhos não saem do papel

Por enquanto licitações estão paradas e trilhos não saem do papel

A licitação para contratação de projeto executivo para implantação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (EF- 354 – Ferrovia Transcontinental) no trecho entre Campinorte (GO) e Lucas do Rio Verde (350 km ao Norte de Cuiabá) está adiada desde o dia 17 de agosto.

Até agora, a Valec Engenharia e Construções de Ferrovias não retomou a concorrência pública para os sete lotes dos 1.004 quilômetros de ferrovia.

A licitação começou em junho de 2012, mas o edital sofreu alteração no começo de agosto e desde então a concorrência está adiada. Conforme o edital, a concorrência se dará pelo critério de técnica e preço. As empresas ou consórcios que vencerem os lotes terão 12 meses para entregarem os projetos. Depois, a Valec licita as empreiteiras que vão construir a linha férrea.

Somente para os projetos executivos, o orçamento é de R$ 61,2 milhões. Depois, para a efetiva construção da linha férrea, o investimento estimado é de R$ 6 bilhões.

Um dos motivos do adiamento seria a inclusão da ferrovia no pacote de infraestrutura do governo federal, lançado em agosto, e que prevê investimentos da iniciativa privada para tirar rodovias e ferrovias do papel. Porém, o setor da construção rodoferroviária já reclamou ao Olhar Direto que os preços estipulados pela União são impraticáveis e provavelmente não haverá interessados quando a presidente Dilma Rousseff autorizar as licitações nesta modalidade.

A Fico

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste é almejada pelo setor produtivo de Mato Grosso, sobretudo das regiões Norte, Médio Norte, Noroeste e Nordeste do Estado, pois encurtará caminhos para o escoamento da produção agrícola. Isso vai baratear o frete, diminuindo o custo de produção.

Com os trilhos prontos, a soja e o milho mato-grossense poderão ser enviados ao exterior pelo porto de Itaqui (MA), por meio de uma conexão férrea com a Ferrovia Norte-Sul – cujos trilhos avançam no Cerrado Brasileiro. Outras opções são os portos da Bahia, Espírito Santo ou Rio de Janeiro.
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