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Quinta-feira, 18 de julho de 2024

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mínimo de 2%

"Não tem nenhuma chance de dar certo", diz ex-presidente do 'Banco do Brics' sobre taxação dos super-ricos

Foto: Olhar Direto/ Amanda Divina

O economista e ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o “Banco do Brics”, Marcos Troyjo, afirmou ser pouco provável a taxação dos super-ricos no âmbito do G20. Pelo menos três mil pessoas seriam afetadas pelo projeto.


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O documento, de 50 páginas, apresenta a proposta de taxação de super-ricos do economista francês Gabriel Zucman.  

O estudo apresenta que o modelo de tributação progressiva atingiria cerca de 3 mil pessoas inicialmente. São indivíduos com mais de 1 bilhão de dólares de riqueza.

Um imposto mínimo de 2% da riqueza dos bilionários do mundo arrecadaria entre 200 e 250 bilhões de dólares anualmente.

A proposta é debatida no âmbito do G20 que reúne as principais economias do mundo. Entretanto, o economista afirmou que é pouco provável que a taxação seja aprovada.

"Não tem nenhuma chance de dar certo. Ela é tão difícil de implementação que precisaria passar pelas casas legislativas de cada país do G20 e mais uma vez são países que estão no mesmo agrupamento mas não tem os mesmos interesses", pontuou.

Marcos Troyo afirmou ainda que, caso a maioria dos países optem pela taxação, os demais que não pretendem participar da implementação do imposto podem se tornar mais atrativos para os bilionários.

"Porque se tem os Emirados Árabes como um dos epicentros de indivíduos de alto valor patrimonial? pela baixa taxa de impostos sobre o capital. Virou um grande destino. Então é uma discussão que não tem a mínima chance de dar certo", ressaltou.
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