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Sexta-feira, 19 de julho de 2024

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ECONOMIA AFETADA

Campo Novo colhe 4 sacas de soja em algumas áreas e sindicato pede intervenção do governo federal

Foto: Reprodução

Campo Novo colhe 4 sacas de soja em algumas áreas e sindicato pede intervenção do governo federal
A safra de soja de 2023/24 em Mato Grosso deve ter uma quebra de 21%, segundo pesquisa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). Em Campo Novo do Parecis, produtores rurais que antes colhiam de 50 a 70 sacas de soja por hectare, hoje estão colhendo entre 4 a 30. 


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Diante disso, o sindicato rural, em nota, se disse preocupado com os impactos na economia local e pediu a intervenção do governo federal a fim de minimizar a inadimplência de produtores rurais e a iminente perda de crédito. 

“Com base no cenário exposto, visando minimizar a inadimplência do produtor e a consequente perda de crédito, o Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis afirma a necessidade de atuação do Governo Federal e instituições financeiras, no sentido de renegociar os compromissos assumidos pelos produtores rurais e os pagamentos dos custeios e investimentos que terão vencimento neste ano”, diz. 

O sindicato cita que apesar de nos últimos anos a colheita ter sido positiva, o setor não consegue armazenar a safra de um ano para outro, “pois o produtor anualmente necessita realizar novos investimentos para não perder competitividade e reduzir custos”. 

Hoje, boa parte dos produtores têm contratos de vendas antecipadas de grãos para cumprir, além de arrendamentos, parcela de financiamento bancário e pagamento de fornecedores. Nesse cenário, porém,  produtores têm reportado dificuldade de cumprir todos os compromissos, “tudo isso somado à política econômica de alto juros e dificuldade de acesso aos recursos públicos”.

“Nessa perspectiva a economia do Chapadão do Parecis será severamente afetada, pois, haverá menos dinheiro circulando no comércio, com a consequente diminuição da arrecadação tributária local que muito provavelmente reduzirá as oportunidades de emprego e renda para a população”, diz o sindicato. 
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