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Domingo, 21 de abril de 2024

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INOVAÇÃO NO SEGMENTO

Equipe de Projeto visita iniciativa de cooperativa de mineradores para extrair ouro sem mercúrio

Foto: Divulgação

Equipe de Projeto visita iniciativa de cooperativa de mineradores para extrair ouro sem mercúrio
O engenheiro de minas e Coordenador de Atividades de Campo do projeto Ouro Sem Mercúrio, Carlos Henrique Araujo, fez uma visita técnica à Cooperativa de Desenvolvimentos Minerais de Poconé (CooperPoconé), no último dia 28 de março. O objetivo da visita foi conhecer o Reator Pelicano de Lixiviação Intensiva, com previsão para início em maio de 2023.

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A equipe técnica da cooperativa, representada pela engenheira de minas Daiana Araújo e pela química Isabella Sella, apresentou a Central de Testes Tecnológicos (CTT) e explicou os detalhes técnicos da iniciativa.

“A operação do Pelicano adota um processo de lixiviação cíclica em circuito fechado com base numa solução de cianeto, com posterior separação do ouro por meio de eletrodeposição. A planta conta ainda com uma unidade de tratamento, na qual ocorre a oxidação dos cianetos excedentes do processo, é dado o devido tratamento dos efluentes e da solução lixiviante saturada e são recuperadas as partículas de ouro retidas no sistema, garantindo a máxima eficiência no uso dos insumos e assegurando que não sejam emitidos poluentes para o meio ambiente”, explica.

De acordo com Igor Justino, diretor-executivo da Brastorno, que desenvolveu a tecnologia junto com a MJM – Suporte para Mineração, o Pelicano recupera mais ouro do que os métodos convencionais de separação física que utilizam mercúrio, com recuperações de até 99%. Mário Graziano, Diretor da MJM, complementa que o sistema satisfaz três pontos essenciais: “recupera mais ouro, é fácil de usar e é ambientalmente amigável, estando totalmente alinhado com a tendência de sustentabilidade das empresas”.

Importância da iniciativa da CooperPoconé

Carlos Henrique Araujo avalia que o Reator Pelicano “é uma tecnologia promissora que pode transformar a forma como a mineração de ouro é realizada no Brasil levando em consideração as características mineralógicas e geológicas de cada região. Com seu potencial para altas taxas de recuperação de ouro sem o uso de mercúrio, ele pode ajudar a promover práticas de mineração mais sustentáveis e minimizar o impacto ambiental das operações de mineração do metal”.

Talita Galvão, Gerente da Fênix DTVM – instituição financeira que atua na comercialização do minério de ouro — destacou a necessidade de buscar tecnologias que minimizem os impactos ambientais na cadeia dos negócios do ouro e a importância da inovação sustentável na mineração. “Um dos pilares estratégicos de sustentabilidade da Fênix DTVM é a Inovação Sustentável, onde apoiamos iniciativas que contribuem para a mineração responsável, e o Pelicano vem como uma alternativa viável para a retirada do mercúrio do processamento do ouro, sendo possível minimizar os impactos ambientais gerados na atividade”, afirmou.

Iniciativa pode gerar impactos positivos profundos na MAPE em toda a região

Avaliando a questão do uso do mercúrio na mineração artesanal e de pequena escala de ouro, Daiana Araújo sintetiza o tema afirmando que “o desafio atual é superar a barreira cultural e fazer com que os empresários acreditem que é possível trabalhar sem o uso de mercúrio”.

Isabella Sella reforça que os garimpeiros da região têm práticas enraizadas em seus hábitos culturais, que requerem tempo e conhecimento para serem superados, mas que o exemplo do Reator Pelicano pode mudar essa realidade: “na nossa região, o beneficiamento de ouro tem sido realizado da mesma maneira há muito tempo e o que orienta as operações de lavra em empreendimentos que se enquadram no regime de PLG é o ouro resultante da queima do amálgama. As alternativas existentes até então costumavam demandar mais tempo para a apuração do ouro, e os empreendedores, acostumados a avaliar seu produto todos os dias, tendiam a hesitar em relação a outros tipos de proposta. Contudo, esta barreira do tempo foi superada pelo Pelicano”.

Graças a essa iniciativa da CooperPoconé, o Projeto Ouro Sem Mercúrio irá realizar testes de concentrado de ouro no Pelicano para identificar a compatibilidade dessa tecnologia com outras regiões de garimpo de ouro no Brasil e assim poder avaliar seu potencial técnico e econômico de contribuir com o objetivo de reduzir e se possível eliminar o uso do mercúrio no garimpo de ouro.

Sobre a CooperPoconé

A CooperPoconé conta com 22 frentes de produção e gera 3 mil empregos diretos, respondendo por 60% da geração de renda do seu Município. Tem como uma de suas diretrizes o desenvolvimento sustentável do setor de mineração de ouro, tanto técnica e profissionalmente quanto ambiental e socialmente.

Com informações da assessoria
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