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Segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

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Mineração Responsável

Pesquisadores criam plataforma que rastreia procedência do ouro e amplia transparência

Foto: Assessoria

Pesquisadores criam plataforma que rastreia procedência do ouro e amplia transparência
O Núcleo de Pesquisa para a Pequena Mineração Responsável (NAP.Mineração), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Fênix DTVM, desenvolveu o Programa de Compra Responsável do Ouro (PCRO), que tem como proposta dar transparência e poder de escolha dar transparência e poder de escolha aos compradores de ouro. A plataforma vai ajudar a rastrear a localidade de onde o mineral foi extraído, além de verificar se os procedimentos utilizados seguem boas práticas de mineração.

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O cenário atual do mercado de mineração tem caminhado a passos largos, quando se trata de priorizar a procedência. Saber o local onde o minério foi extraído já é tão importante, quanto a própria qualidade. O desenvolvimento da plataforma do PCRO, inclusive, surgiu da demanda de investidores externos que queriam comprar ouro de extração responsável. 

“O PCRO é uma plataforma online para dar poder de decisão de compra para o comprador. É de baixo custo, fácil acesso e de rápida análise. Vai verificar se o local de onde o ouro está vindo tem potencial de responsabilidade ou não”, pontua Oswaldo Nico, gerente de projetos do Nap.Mineração, da USP.

Em uma comparação básica, o programa assemelha-se a um “Serasa da mineração”. No estágio atual, o PCRO oferece ao comprador três pacotes com diferentes profundidades de análises das áreas de extração. A partir desse ponto, a plataforma cruza dados de órgãos públicos e, em alguns casos, entrega até imagens de satélite. Tudo a fim de que joalherias e compradores tenham certezas das práticas de extração e suas conformidades.

Do mesmo ponto, o produtor/minerador também poderá consultar sua própria base de dados e verificar como a sua área está sendo vista pelos compradores. Isso possibilitará o rastreio de erros para possíveis correções.

“Com este programa, o comprador pode ver, por exemplo, que o minério está sendo extraído próximo de uma unidade de conservação e não gostar. Isso é poder de decisão no ato da compra. Num garimpo com excelente governança, mostrei uma desconformidade e na hora procuraram resolver o problema que a plataforma indicou e eles não tinham conhecimento”, relembra Barbara dos Santos Ramirez, técnica pesquisadora do NAP.

A Fênix auxiliou no desenvolvimento da plataforma apresentando sugestões de aperfeiçoamento e ajustando possíveis falhas. “Nós nascemos com essa vontade de fazer o que é certo. Sabemos que tem um caminho gigantesco para trilhar. O PCRO é mais um passo, um projeto tão sério, desenvolvido por pessoas capacitadas no mundo da mineração”, explica Vinicius Pinho, diretor de Governança, Riscos e Compliance, do Grupo FNX Participações, corporação da qual a Fênix DTVM integra.

Pinho salienta a consciência de que a mineração é uma atividade extrativista que precisa de boas práticas, por todos os avanços que as comunidades conquistam. Destaca ainda que ações como essa pontuam, cada dia mais, a Fênix como referência do setor.

“Essa é uma corrente do bem. O PCRO é um grande passo para a cadeia do ouro e cada parte da terá seu valor. A mineração responsável é importante por tudo que ela agrega. É um setor essencial para o país, gerando empregos e melhorias para as comunidades”, finaliza Vinicius.
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