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Terça-feira, 05 de março de 2024

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DESENVOLVIDO PELA USP

Minas da baixada cuiabana participam de programa para comercialização responsável de ouro

Foto: Foto: Divulgação

Minas da baixada cuiabana participam de programa para comercialização responsável de ouro
Minas na baixada cuiabana serão as primeiras do país a participar do Programa de Compra Responsável do Ouro (PCRO), desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP). Em fase de desenvolvimento, a plataforma digital servirá como ferramenta de boas práticas na comercialização de ouro no Brasil.

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As minas foram escolhidas para integrar o programa inédito no Brasil, após o Núcleo de Pesquisa para a Pequena Mineração Responsável (NAP.Mineração), detentora do projeto, firmar termo de cooperação com a Fênix DTVM, empresa autorizada pelo Banco Central para atuar como instituição financeira na compra e venda de ouro como ativo financeiro.

Pesquisador e gerente de projetos da NAP.Mineração, Oswaldo Menta Simonsen Nico, explica que a parceria visa a cooperação de informações para análise da plataforma digital, cuja finalidade é trazer noções relevantes sobre o produtor de ouro (garimpo), oferecendo suporte na decisão de compra aos clientes do minério.

“Em um primeiro momento o foco do programa é auxiliar o comprador no poder de decisão ao adquirir o ouro, mostrando que aquele minério veio de uma mina responsável, ambientalmente e socialmente sustentável”, frisa o pesquisador.

Atuando em conformidade com os critérios de sustentabilidade ambiental, social e de governança (ESG), os pequenos mineradores agregam valor ao produto, sendo este, outro importante objetivo do programa.

“Com a plataforma, queremos fomentar que a produção responsável do ouro agrega valor econômico ao produto, já que o cliente está disposto a pagar mais por aquele minério, que não vem de um garimpo ilegal, de áreas onde a exploração não é permitida, por exemplo”, justificou.

Inicialmente, o programa, desenvolvido pela NAP Mineração, através da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE/USP), não oferece a possibilidade de certificar as minas, porém, pode creditar as participantes através de pontuações, com níveis de conformidade, alto, baixo ou médio.

Ainda segundo o pesquisador, a parceria com a Fênix DTVM surgiu após várias referências sobre os bons trabalhos desenvolvidos pela empresa no setor de mineração e comercialização do ouro, inclusive com reconhecimento nacional e internacional por promover segurança e transparência no segmento.

“Ouvimos falar muito bem da Fênix DTVM, que tem boa relação comercial com os pequenos mineradores e produtores artesanais de ouro. Foi então que buscamos essa parceria para que a empresa possa auxiliar com a qualidade das informações, funcionalidades e ferramentas desenvolvidas e assim, possa contribuir com eventuais adaptações e melhorias ao programa”, ressaltou o pesquisador.

Diretor da Fênix DTVM, Pedro Eugênio Gomes Procópio da Silva, destaca que a empresa, vem contribuindo com diversas ações e parcerias que buscam promover os avanços na mineração artesanal, de pequeno e médio porte no país e dessa forma, mudar a concepção de que toda mineração é ilegal.

“Por meio do compartilhamento de conhecimento, o setor privado vem buscando alternativas que possam auxiliar os mineradores em suas principais necessidades. Essa parceria com o NAP.Mineração é mais um dos exemplos que reafirmam que a iniciativa privada investe nas boas práticas da mineração de pequena e média escala de ouro no Brasil, contribuindo para a mudança de paradigmas do setor”, salientou o diretor.
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