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Sábado, 02 de julho de 2022

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Cooperativa difunde mineração sustentável e apoia recuperação de áreas exploradas em cidade de MT

Foto: Assessoria / COOGAVEPE

Cooperativa difunde mineração sustentável e apoia recuperação de áreas exploradas em cidade de MT
Legalidade, respeito ambiental e conscientização de que é possível minerar com sustentabilidade. Essas são as iniciativas defendidas pela Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto (COOGAVEPE). Localizada no município de Peixoto de Azevedo (674 km de Cuiabá), a organização presta apoio na legalização de extração mineral e na recuperação ambiental de áreas utilizadas pelo garimpo.

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De acordo com a assessoria da COOGAVEPE, na última semana, a cooperativa recebeu a visita do Instituto Somos do Minério, entidade sem fins lucrativos, que mostra os benefícios da mineração. Fundada em 2007, a cooperativa se tornou referência em pesquisa e apoio aos mineradores, prestando assistência técnica na documentação necessária para legalizar as áreas com as devidas licenças para exercer a atividade de mineração aurífera.

Ainda conforme a COOGAVEPE, atualmente, cerca de quase  8 mil cooperados, que atuam em oito municípios na região do Vale do Rio Peixoto integram a cooperativa, considerada a sexta maior produtora de ouro do Brasil. A presidente da cooperativa, Solange Barbosa, apresentou ao presidente do Instituto Somos do Minério, Roberto Cavalcanti, como funciona a atividade minerária dos cooperados na região.

A cooperativa abriga um departamento técnico composto por profissionais de diversas áreas, que prestam assistência ao cooperado na documentação de sua área, requerendo a regularização junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) e licenças ambientais (LP, LI e LO), junto à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), que permitem ao minerador exercer a atividade legalmente.

“Nosso departamento técnico conta com equipe formada por geólogos, biólogo, engenheiros florestal, ambiental e de minas, além dos técnicos de campo, que ajudam a monitorar a atividade e oferecem suporte na recuperação de áreas,”, afirma.

De acordo com a presidente, com a regularização da atividade mineral na região, após todos os trâmites legais, os mineradores podem atuar de forma sustentável e recebem orientação e apoio para executarem a recuperação de áreas já exploradas, de modo a retornar essa área uma nova atividade economicamente viável.   

“Com o reflorestamento da área é possível que aquele campo seja novamente utilizado para práticas agrícolas, como plantio de soja e milho, culturas típicas da região, ou mesmo para pecuária, na formação de pastagens para bovinocultura”, explica a presidente. A revitalização do solo ocorre em um prazo de cerca de dois anos e é visível a recuperação do local.

Ela avalia que apesar da atividade minerária possuir natureza extrativista, é possível mudar a realidade e avançar para um cenário onde a consciência ambiental caminhe em conjunto com a produtividade, adotando medidas baseadas no respeito ao meio ambiente.

“Queremos mostrar para a sociedade e para o mundo que o garimpo legalizado pode ser considerado sustentável, que as áreas degradadas podem ser reparadas, que esse processo é reversível”, destaca Solange Barbosa, enfatizando ainda que a cooperativa trabalha com o propósito de divulgar uma mineração positiva, que oferece inúmeras possibilidades, tanto econômicas, auxiliando no desenvolvimento da região através da geração de emprego e renda, quanto nas questões socioambientais.

O presidente do Instituto Somos do Minério, Roberto Cavalcanti, defendeu a atuação da cooperativa, que desenvolve projetos socioambientais para uma mineração com sustentabilidade, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região.

“Presenciamos em Peixoto de Azevedo uma mineração do bem, pautada no respeito ao meio ambiente e preocupada em aumentar a qualidade de vida da população e dos trabalhadores, oferecendo o apoio técnico necessário para que possam trabalhar em conformidade com a lei”, frisou.

Ainda conforme Cavalcanti, o Instituto Somos do Minério busca divulgar as boas práticas de governança sociais e ambientais para uma mineração com sustentabilidade, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento do Vale do Rio Peixoto.

“Esse excelente trabalho que a COOGAVEPE promove de boas práticas socioambientais precisa ser divulgado a sociedade, como contraponto à imagem negativa que, por vezes, vem sendo veiculada e não retrata a verdadeira situação dos pequenos e médios mineradores que trabalham dentro de todos os aspectos legais do setor”, completou.
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