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Sexta-feira, 20 de maio de 2022

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REMOVEU MAIS DO QUE EMITIU

Relatório aponta balanço positivo de sequestro de carbono em fazendas de associados da Aprosoja-MT

Foto: Assessoria

Relatório aponta balanço positivo de sequestro de carbono em fazendas de associados da Aprosoja-MT
Relatório apresentado durante Seminário Mercado de Carbono na Agricultura, pelo consultor da Delta CO² Sustentabilidade, Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, referiu-se ao balanço de carbono da produção de soja de fazendas associadas à Associação dos produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), da safra 2020/2021. Os resultados indicam que as emissões de gases do efeito estufa foram de 0,57 toneladas de carbono por hectare; enquanto as remoções (sequestro de carbono) foram de 2,24 toneladas de carbono por hectare.

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De acordo com Cerri, foi realizada uma estimativa das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), e também a quantificação de carbono do solo devido a adoção de práticas de manejo conservacionistas. "Os resultados, portanto, mostram um balanço de carbono negativo, ou seja, benéfico, pois indica que houve maior remoção do que emissão no referido ano de avaliação".
 
Com o tema Oportunidades dos Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), a consultora da Pineda e Krahn, Samanta Pineda, apresentou ao produtor rural como fazer a regularização ambiental de forma mais econômica possível e mostrou caminhos, inclusive para financiar títulos verdes, podendo inclusive ofertar serviços ambientais, dentro do que fala o mercado internacional Compliance.
 
"Esse é um momento de virada para o produtor rural, ele sai das multas e regras ambientais, para um caminho de premiação. Quem fizer direito e certo, vai ter uma recompensa, vai finalmente ter o valor da sustentabilidade agregado ao seu produto", explicou Samanta.
 
Ainda de acordo com a consultora, a Organização das Nações Unidas (ONU) lista 65 serviços ambientais passíveis de remuneração, no Brasil são cerca de dez. Além do carbono que é o mais conhecido, Samanta explicou que há biodiversidade na água, solo, paisagem, educação ambiental, “E tudo isso já tem no dia a dia do produtor rural, precisamos só valorar isso, fazer o produtor atentar que ele pode agregar, e as formas como ele vai ganhar com isso", pontuou.
 
Produtor rural de Sapezal, Pedro Beppler, disse que "Muitas vezes a gente só pensa em trabalhar e acaba não vendo as grandes possibilidades que o mercado de carbono pode nos oferecer e aqui nesse encontro eu estou tendo essa oportunidade, de que forma isso é possível até para eu poder passar para meus filhos que vão poder colher os frutos desses estudos", declarou Beppler.
 
O coordenador da Sustentabilidade da Aprosoja-MT, Zilto Donadello, afirmou que esse é o primeiro Seminário que a entidade está fazendo. "Estamos apresentando um estudo que a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ) e a Aprosoja-MT estão fazendo sobre o estoque de carbono no solo, tanto em floresta nativa como em área de produção. A soja/milho é importante mostrarmos isso ao produtor, que a muitos anos vem sendo criticado. Nós estamos conseguindo demonstrar que a produção agrícola não é vilã, mas sim fixadora de carbono e ela vem a somar positivamente nesta questão, com dados importantes e com um novo mercado ativo ambiental", assegurou Donadello.
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