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Sexta-feira, 20 de maio de 2022

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QUEREM MELHORIAS NA br-163

Caminhoneiros desconhecem autoria de carta que convoca greve e dizem que foco de manifestação não é preço de combustível

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Caminhoneiros desconhecem autoria de carta que convoca greve e dizem que foco de manifestação não é preço de combustível
Depois do reajuste no preço dos combustíveis anunciado pela Petrobras nesta quinta-feira (10), passou a circular um manifesto dos caminhoneiros autônomos com convocação para manifestação na BR-163, em Sinop (480 km de Cuiabá). Dois representantes da categoria ouvidos pela reportagem desconhecem a autoria da carta e eventos por conta do aumento no preço do diesel.

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Até o momento, os caminhoneiros se concentram na organização de uma manifestação prevista para acontecer na próxima quinta-feira (17), em Sorriso. O objetivo é cobrar do Governo Federal uma alternativa para solucionar as precariedades da rodovia que cruza Mato Grosso e Pará.

O vereador por Sorriso e presidente da Frente Parlamentar de Vereadores de Mato Grosso e Pará, Wanderlei Paulo (PP), afirmou que a manifestação da próxima semana não deve englobar o reajuste do diesel. “Não queremos perder o foco, pulverizar ideias e fugir do que realmente queremos que é a duplicação e melhoria da BR-163”, disse o parlamentar.

Sobre o manifesto dos caminhoneiros, Wanderley afirmou que viu circular em grupos de WhatsApp, mas não consegue confirmar a autoria ou veracidade.

Já o presidente da Cooperativa do Caminhoneiros Autônomos de Sinop (Cooperlog), Cleomar Immich, afirmou que a carta que chama a categoria para manifestação é falsa. “Não vamos fazer nada. Vai acontecer alguma coisa de maneira voluntária porque ficou uma coisa insustentável, o negócio de caminhão ficou inviável”, pontuou.

Assinada por José Pedro Cruz, que se intitula caminhoneiro autônomo, a carta diz: “A Petrobras não está sendo autentica com os brasileiros e desrespeitando a razão de ser a exclusiva no ramo de combustível”.  O texto afirmava também que os bloqueios seriam em Sinop, Novo Progresso (PA) e Rondonópolis.  

Segundo o presidente da Cooperlog, outras greves contra o aumento do diesel mostram que a paralisação não tem efeito.  “O que a gente faz? Se não dá, encosta o caminhão. Até porque não dá para você fazer greve contra o aumento de um insumo. Seria a mesma coisa que o padeiro brigar com a ‘farinheira’ quando o pão sobe. Ou qualquer um brigar quando uma matéria prima dele sobe. O que fazem é repassar o preço. A gente também tem que fazer isso. O que acontece, vamos brigar contra uma das maiores empresas do mundo que é a Petrobras? Já tivemos inúmeras provas que isso não surte efeito. E quando surge, não é o efeito desejado. O frete também baixa na mesma proporcionalidade, quando não mais. Se conseguirmos a redução no diesel de 10%, o frete baixa 15%, ele acompanha, não adianta”, acrescenta.

Cleomar Immich acredita que uma alternativa seria paralisar o trabalho para aumentar a procura por frete e assim o preço aumentar.  “Já vimos que não dá, então o jeito é simplesmente parar e virar o jogo da oferta e demanda para tentar agregar o valor no serviço e aumentar o preço do frete. Essa é ideia, a proposta, e quem for fazer isso vai estar parando por amor a profissão e quem não estiver fazendo vai parar pela dor”.

O reajuste

A Petrobras anunciou aumento nos preços de gasolina, diesel e gás de cozinha (GLP), após quase dois meses de valores congelados.

A partir desta sexta-feira (11), o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, o que representa um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. Ou seja, uma alta de 24,9%.

Já para o GLP, o preço médio para as distribuidoras foi reajustado em 16,1%, e passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg.
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