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Sexta-feira, 20 de maio de 2022

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estimativa da fecombustíveis

Sem defasagem, litros do diesel e da gasolina seriam 27% e 12% mais caros em MT

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Sem defasagem, litros do diesel e da gasolina seriam 27% e 12% mais caros em MT
O consumidor brasileiro pagaria, respectivamente, R$ 1,6677 e R$ 0,8320 a mais pelo preço de cada litro de diesel e gasolina se a Petrobras decidisse levar a sua política de Paridade de Preços de Importação (PPI) ao pé da letra, repassando a oscilação dos preços no mercado internacional ao mercado interno. Isto é o que disse ao Broadcast — sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado — a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis). 

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Consultando os dados do sistema de levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Agro Olhar aplicou o cálculo a Mato Grosso nesta quarta-feira (9). Considerando a média da semana de 27 de fevereiro a cinco de março, o preço do litro do diesel nos postos de abastecimento do estado seria, em média, R$ 7,61, e da gasolina R$ 7,27. 

O valor é, respectivamente, 27,8% e 12,8% maior que a média atualmente registrada en Mato Grosso, R$ 5,95 (diesel) e R$ 6,44 (gasolina). De acordo com a assessoria da Federação, a estimativa leva em conta a defasagem de 51% do preço do diesel e de 35% da gasolina registrado, nesta terça-feira (8), com o barril de petróleo custando R$ 123,21. 

Para Paulo Miranda, presidente da Fecombustíveis, o aumento de preços é péssimo, mas "o pior dos mundos seria faltar produto no mercado". Ele avalia que sem reajustes por parte da Petrobras, agente dominante no refino, dificilmente outras empresas vão importar diesel ou gasolina, já que não vão poder repassar o custo para o mercado interno. A Petrobras abastece 80% do mercado de diesel. Os 20% restantes são importados.

"Quanto mais caro o combustível, mais difícil é vender, o pessoal reclama, começa a deixar carro em casa, a economizar. Preço alto é ruim para todo mundo, mas o pior é faltar combustível", disse Miranda ao Broadcast.
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