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Impacto das mudanças climáticas na agricultura é tema de palestra em Simpósio da Aprosoja

Da Redação - Michael Esquer

16 Ago 2021 - 18:04

Foto: Divulgação

Impacto das mudanças climáticas na agricultura é tema de palestra em Simpósio da Aprosoja
Começa nesta terça-feira (17) o 1º Simpósio Técnico da Aprosoja, organizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT). Realizado entre os 17 e 19 de agosto em Cuiabá, o evento tem como temática a “Fitossanidade - Desafios das culturas de soja e milho em MT”.  Para se inscrever basta acessar este endereço (CLIQUE AQUI). 

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Nessa primeira edição, Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, abordará também o impacto das mudanças climáticas na agricultura, assim como as principais de linhas de atuação da Embrapa Soja. Esta palestra ocorre na quarta-feira (18).

O Simpósio é dirigido a produtores rurais, engenheiros agrônomos, agrícolas, professores, estudantes de ciências agrárias e técnicos agrícolas. "A Aprosoja é uma parceira importante que reúne, neste evento, um público que pode se beneficiar dos resultados de pesquisa gerados pela Embrapa. Esperamos poder contribuir apresentando uma visão de como a ciência pode somar, se antecipando aos problemas, e trazendo maior eficiência e rentabilidade às atividades do campo", explica Nepomuceno.

O chefe da Embrapa Soja destaca que as chances de reversão do aumento médio 1,5ºC na temperatura no planeta nos próximos 20 anos é baixa, de acordo com o relatório divulgado, na semana passada, pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Segundo o documento, os eventos serão mais extremos, com chuvas e secas mais frequentes, intensas e prolongadas. "Desta forma, precisamos estar preparados para enfrentar este desafio", alerta Nepomuceno.

"Na agricultura, temos que adotar estratégias de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. E, no caso da soja, por exemplo, temos resultados de pesquisa mostrando que tecnologias para manejo do solo, a adoção do plantio direto na palha, o uso de plantas mais tolerantes a estresses climáticos e o acompanhamento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) são estratégias importantes de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas", ressalta Nepomuceno.

Atuação da Embrapa Soja

Na palestra, Nepomuceno irá apresentar ainda as linhas de pesquisa da gestão da Embrapa Soja, que teve início de outubro de 2020. Entre as principais ações, está a adoção de estratégias para incrementar as parcerias com o setor privado; utilizar os processos de inovação para melhorar a eficiência das entregas, assim como organizar as reduzidas equipes de trabalho e ainda buscar alternativas para diminuir os custos e ampliar a receita. 

Um conceito recorrente no discurso de Nepomuceno é a manutenção ou mesmo a ampliação de aspectos da sustentabilidade, que, segundo ele, sempre permeou o desenvolvimento de ativos tecnológicos desenvolvidos pela Embrapa Soja, sejam produtos, serviços ou informações geradas para subsidiar os sistemas produtivos. Ele cita como exemplos: o controle biológico de pragas, a fixação biológica de nitrogênio, o plantio direto na palha e a rotação de culturas.

"A visão de sustentabilidade econômica, social e ambiental esteve presente nestes 46 anos de atuação do Centro Nacional de Pesquisa de Soja, a Embrapa Soja. O desafio é trazer todo conhecimento proporcionado pela revolução digital e também genética para compor com o que já faz parte das expertises dos nossos pesquisadores. Transformar o conhecimento em inovação para impactar positivamente as cadeias produtivas", enfatiza.

Neste contexto, Nepomuceno cita o uso do Big Data, como exemplo, para criar novos serviços e facilitar a tomada decisão dos produtores, de forma muito mais assertiva e precisa. Também destaca a importância do ferramental de blockchain para possibilitar o rastreamento da soja brasileira, reforçando e comprovando os processos sustentáveis.

Na genética, Nepomuceno mostra que as técnicas de edição de genomas e uso de RNAi de aplicação tópica estão revolucionando o trabalho nos laboratórios e irão impactar o agronegócio decisivamente no médio e longo prazo. Por isso, a importância de investir pesado em pesquisa nacional agora, em parcerias públicos-privadas. Ou boa parte do ganho dos nossos produtores continuará indo para outros países, na forma de royalties".

O chefe-geral ressalta ainda que há uma diretriz institucional de ampliar em 40% os projetos da Embrapa para atuarem em inovação aberta com o setor produtivo. "Nosso grande aliado será o Marco Legal de C&T que dispõe sobre o estímulo ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacidade científica e tecnológica à inovação. É missão da Embrapa estar atenta às grandes inovações, assim como estar presente para resolver os problemas cotidianos que afetam as cadeias produtivas", diz.

"Temos um corpo técnico altamente qualificado, que consegue trabalhar com diferentes stakeholders e vamos atuar para realizar as entregas de forma estratégica para o agronegócio".

Embrapa no evento

Além de Nepomuceno, participam do Simpósio da Aprosoja, o pesquisador Décio Karam, da Embrapa Milho e Sorgo, que irá abordar os efeitos de eventos biotecnológicos no manejo de plantas daninhas, e a pesquisadora Rose Gomes Monnerat, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que discorrerá sobre Controle biológico de pragas da soja e milho – produção on farm. (Com assessoria)
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