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Terça-feira, 21 de setembro de 2021

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RAÇA BRASILEIRA

Proprietário de haras classifica Cavalo Pantaneiro como econômico, imbatível na água e propício para lida em extensas terras

Da Redação - Pedro Coutinho Bertolini/ Da reportagem local - Izabel Coutinho

04 Ago 2021 - 16:47

Foto: Rogério Florentino - Olhar Direto

Proprietário de haras classifica Cavalo Pantaneiro como econômico, imbatível na água e propício para lida em extensas terras
Extremamente dócil e preparado para a lida nas vastas terras do Pantanal, o Cavalo Pantaneiro é uma das sete raças brasileiras de equinos. Para o proprietário da Araras Eco Lodge e do Haras Bafo de Onça, Andre Thouronyi, a espécie é insuperável na água. André ainda indica o cavalo para criação familiar por conta do baixo custo dos cuidados exigidos. Não bastasse a economia, o animal se destaca pela disposição de enfrentar grandes distâncias carregando um trabalhador. Por essas qualidades, cria a espécie há mais de 15 anos e está se preparando para um leilão da raça que acontece neste sábado (7).

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Como o Pantanal é um ecossistema com propriedades ‘gigantes’, se faz necessário um animal que auxilie na lida rural e que possa aguentar as grandes caminhadas diárias.

“O cavalo tem que aguentar o peão o dia inteiro. As vezes o peão vai num retiro a 10, 12 km da sede. E nenhum outro cavalo tem a capacidade de fazer isso. Por ele ter sido criado nesse ambiente de pecuária extensiva, são cavalos muito inteligentes”, explicou André à reportagem.



A raça pantaneira está presente em MT e MS. André explicou que existem 130 criadores no Pantanal e aproximadamente 5 mil animais registrados. De acordo com ele, no lugar do cachorro, o cavalo pantaneiro é o melhor amigo do homem que vive nas planícies.

“O cavalo vai te levar para casa, vai te levar para o trabalho, vai dar um jeito se você sofrer algum problema no campo, você vai vim deitado em cima do bicho”, disse.



O animal chega a 25 anos de idade, extremamente dócil, e não é ‘grandão’. Tem no máximo 1,55m. Esse cavalo é pouco exigente, então não se gasta uma fortuna em alimentação porque ele é rústico, adaptável ao bioma. Se ele tiver um pasto e uma ajuda com meio quilo de ração por dia ou talvez um passeio com um dois quilos de ração, é suficiente. É econômico.
  
Leilão da raça

Há 16 anos lidando com a criação dessa espécie, Thouronyi faz parte da Associação Brasileira do Criador de Cavalo Pantaneiro (ABCCP).

“Eu comecei a criar o cavalo pantaneiro porque eu estava preocupado em ofertar animais dóceis, bem treinados para os nossos hóspedes, que via de regra nunca montou num cavalo. Quando a gente vai centrando nessa seara, você começa entrar também nas competições, nas exposições, nos leilões”.

Nesse leilão, André está ofertando cinco lotes. Duas éguas de elite prenhas do grande campeão King do Bafo da Onça. Prenhas domadas e prontas para trabalhar. Depois tem duas potras que nunca foram mães que não estão domadas mas estão prenhas. E, por fim, dois cavalos castrados prontos para serviço. Também terá cavalo de patrão, com passo confortável e já desenvolvido em suas atividades e qualidades naturais para laçar e apartar.
 
Com expectativa de movimentar mais de R$ 1 milhão, o 3º leilão virtual do cavalo pantaneiro consolida a participação de criadores mato-grossenses e sul-mato-grossenses no circuito nacional de eventos da raça. 
 
Serão leiloados no dia 07 de agosto, às 10h (Brasília), 80 animais pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro (ABCCP). A transmissão ocorrerá pelo canal Terra Viva; mas poderá ser acessada pelo aplicativo da Estância Bahia, "EBLweb".
 
"Os leilões virtuais ganham cada vez mais força e adeptos. Por isso, vamos dar continuidade ao trabalho iniciado no ano passado, seguindo todas as precauções à saúde e sem exposições presenciais, estamos muito otimistas", avalia o presidente da ABCCP, Leandro Pio. 
 
Do total de 80 animais, estarão disponíveis: 8 machos reprodutores; 10 cavalos machos castrados prontos para o trabalho e provas de laço; uma bateria de 10 a 15 éguas prontas para provas de laço e trabalho; uma bateria de potras iniciadas em doma; e uma bateria de potras chucras e potros chucros, prontos para início de doma. 
  
Existem atualmente cerca de 5 mil cavalos pantaneiros puros registrados na ABCCP, com mais de 130 criadores associados, localizados em 21 subregiões. O número total estimado de equinos pantaneiros é 100 mil. 
 
Serviço: Cadastros e lances pelo (65) 2121-6700.
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