Olhar Agro & Negócios

Segunda-feira, 21 de junho de 2021

Notícias / Agricultura Familiar

Comissão criada

Dr Eugênio diz que criação de unidades de conservação no Araguaia é ‘aberração’ e critica Zoneamento

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

08 Mai 2021 - 14:45

Foto: Reprodução

Dr Eugênio diz que criação de unidades de conservação no Araguaia é ‘aberração’ e critica Zoneamento
O deputado estadual Dr. Eugênio (PSB), presidente da Comissão Especial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) criada para discutir a proposta de Zoneamento Socioeconômico e Ecológico, afirmou que o projeto não satisfaz a sociedade. Para ele, pontos como a criação de unidades de conservação no Araguaia são ‘aberrações’ e vão prejudicar o desenvolvimento do estado.

Leia também:
Avalone diz que proposta de Zoneamento é ‘muito ruim’ e diretor da Famato afirma que cidades podem desaparecer

O projeto, criado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), está em consulta pública online, e ainda não foi enviado para a Assembleia. Uma proposta de Zoneamento já foi aprovada em 2011, mas, na época, foi barrada pela justiça. Agora, a nova proposta segue em discussão.

“Já percebemos nesse momento que a sociedade como um todo, não só esse setor do agro, da pecuária, mas o setor como um todo, a sociedade como um todo viu que é uma minuta de projeto que não satisfazia de forma nenhuma o estado de Mato Grosso, e daí vieram vários debates. Já participei de cinco audiências organizadas por setores produtivos, e pela sociedade civil como um todo, e nós estamos fazendo esse debate cada vez mais. Então é natural que essas associações se indignassem com o modelo que foi apresentado, porque realmente ele vem fazer um atraso para o estado de Mato Grosso”, afirmou Dr. Eugênio após a primeira reunião.

Dentre as críticas do parlamentar estão, por exemplo, a criação de unidades de conservação no Vale do Araguaia. “Uma das regiões que está em franco desenvolvimento, resolvemos gargalos logísticos que nós reivindicamos há décadas, com a chegada da ferrovia de integração do Centro Oeste, com a ponte sobre o rio das mortes, 500 metros de pontes, que estão sendo construídas exatamente para que se vá buscar o calcário do outro lado do município, a gente vê nessa região a criação de duas unidades de conservação, uma aberração”, declarou.

“Nós já temos lá na região a maior unidade de conservação que fica no município de Novo Santo Antônio, com 223 mil hectares, e agora a Seplag com esse modelo quer criar mais duas unidades de conservação, totalizando 862 mil hectares só no Vale do Araguaia, um exemplo que eu estou dando só no Vale do Araguaia. Nós temos cidades onde a não tecnificação do solo irá simplesmente acabar com os municípios, você pega município como Gaúcha do Norte, onde a metade do município já faz parte do Parque Nacional do Xingu, com essa proposta de zoneamento a outra metade, área que não pode ser tecnificada, um verdadeiro absurdo, uma região que está em expansão, crescendo, produzindo, colocando alimento na mesa do povo brasileiro, não pode de forma alguma ser inviabilizado por não ser tecnificado”, completou.

Para discutir o projeto, foi convocado o secretário Basílio Bezerra Guimarães dos Santos, da Seplag, para uma reunião no próximo dia 19 de maio. Durante a abertura dos trabalhos da Comissão, participaram o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (PSB), do deputado estadual e suplente da comissão, Gilberto Cattani (PSL), do presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), Marcos da Rosa, do diretor do Fórum Agro MT, Gutemberg Carvalho Silveira e do Engenheiro Florestal e servidor da ALMT, Gideon Danni da Rosa.

Comentários no Facebook

Sitevip Internet