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Quarta-feira, 27 de outubro de 2021

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Corrida pelo ouro

Metamat afirma que ao menos 80% dos garimpos em MT são clandestinos e cita lentidão da ANM

Da Redação - Airton Marques / Do Local - Max Aguiar

26 Abr 2021 - 16:51

Foto: Olhar Direto

Metamat afirma que ao menos 80% dos garimpos em MT são clandestinos e cita lentidão da ANM
O presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Juliano Jorge Boraczynski, afirma que ao menos 80% dos garimpos de ouro existentes no estado são clandestinos e que esse alto índice se deve muito a demora da Agencia Nacional de Mineração (ANM) em finalizar os processos de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG).

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“O valor do ouro é muito alto. Ano passado chegou a R$ 360 o grama de ouro. Muitos comerciantes da região norte fecharam suas portas para garimpar. A Agência Nacional de Mineração, que libera a PLG aos garimpeiros, demora muito. Na mineração é tudo demorado. Existe processo desde 2006 na ANM, que a pessoa faz o requerimento e está esperando até hoje.  O que vai fazer? Trabalhar clandestino mesmo”, disse após participar da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa (ALMT).

Juliano afirma que o poder da Metamat é limitado para coibir a existência de tais garimpos ilegais. Cita o exemplo do município de Castanheira (776 Km de Cuiabá), em que um grupo de garimpeiros invadiu fazenda em busca de ouro. A corrida pelo minério rendeu um assassinato e até sequestro de pessoas para que elas indicassem onde encontrar a riqueza.

“Ainda não teve fiscalização nem da ANM nem da Metamat, pois é um garimpo que foi invadido agora por mais de mil homens. O processo vai ser o mesmo de Aripuanã, o dono do solo, se tiver o subsolo, vai ter que fazer uma anuência para deixar que os garimpeiros trabalhem de forma regular. É incontrolável. A Força Nacional de Segurança junto com o Ibama deve fazer uma operação. Vão tirar os garimpeiros a força e aí começa promessa com o dono do subsolo. Aí a Metamat entra junto com a ANM”, explica.

O exemplo citado por Juliano é relacionado ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que permitiu a exploração de ouro legalmente por garimpeiros, após a Polícia Federal deflagrar em outubro de 2019 operação para inibir o garimpo ilegal.

O presidente da Metamat pondera que apesar do acordo, o garimpo causou devastação social no município, com aumento do índice de homicídios e até tráfico de drogas. Em Aripuanã há facções dentro do garimpo. Facções de drogas, assassinatos. Mas, ao mesmo tempo você fomenta o comercio não só da cidade, mas de toda região. Imagina 3 mil pais de família trabalhando de forma legal?”.

O TAC foi assinado entre a Cooperativa de Mineradores e Garimpeiros de Aripuanã (Coopemiga), a Metamat, a mineradora Nexa, e a ANM. Por meio desse acordo, conforme Juliano, foi criado uma secretaria na agência nacional para a resolução de conflitos ligados a inasão de garimpeiros, que acompanhas situações como na região Oeste de Mato Grosso.
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