Olhar Agro & Negócios

Terça-feira, 20 de outubro de 2020

Notícias / Logística

Projeto da sonhada Ferrogrão que ligará Sinop ao Pará já está nas mãos do TCU

Da Redação - Max Aguiar

14 Jul 2020 - 09:31

Foto: Reprodução

Projeto da sonhada Ferrogrão que ligará Sinop ao Pará já está nas mãos do TCU
O Ministério da Infraestrutura confirmou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) protocolou, na última sexta- feira (10), o projeto de concessão da Ferrogrão para análise do Tribunal de Contas da União. A nova ferrovia ligará Sinop (distante 503km de Cuiabá), a Itaituba, no Pará.

Leia mais:
Emanuel anuncia abertura de mais 20 leitos de UTIs a partir de hoje em Cuiabá

O plano, acompanhado dos estudos técnicos e das minutas de edital e de contrato foi assinado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, após liberação da diretoria da ANTT. Cabe ao TCU agora a análise da documentação para a publicação do edital de licitação a ser publicado ainda esse ano.

“Hoje, mais de 70% da safra matro-grossense é escoada pelos portos de Santos/SP e de Paranaguá/PR, a mais de dois mil quilômetros da origem. Esse cenário mostra a relevância do projeto dentro do sistema logístico de cargas do país, sendo um diferencial para a sua atratividade junto a potenciais investidores”, declarou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

A Ferrogrão será uma das vias mais importantes do país e um dos ativos mais aguardados pelos investidores. Com 933 km de extensão, ela tem papel estruturante para o escoamento da produção de milho, soja e farelo de soja do estado do Mato Grosso, prevendo-se ainda o transporte de óleo de soja, fertilizantes, açúcar, etanol e derivados do petróleo. São esperados investimentos de R$ 8,4 bilhões no projeto de concessão.

Sua implementação irá consolidar o novo corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte, ligando Sinop (MT) ao Porto de Itaituba (PA). Estão previstos, também, o ramal de Santarenzinho, entre Itaituba e Santarenzinho, no município de Rurópolis (PA), com 32 km, e o ramal de Itapacurá, com 11 km. O projeto faz frente à expansão da fronteira agrícola brasileira e à demanda por uma infraestrutura integrada de transportes de carga. O empreendimento aliviará as condições de tráfego na BR-163/PA, diminuindo o fluxo de caminhões pesados e os custos com a conservação e a manutenção.

Comentários no Facebook

Sitevip Internet