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Domingo, 12 de julho de 2020

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Governo do Estado quer privatizar 512 km de rodovias em MT; investimento de R$ 1,4 bi

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

29 Mai 2020 - 17:55

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Marcelo Oliveira é secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra)

Marcelo Oliveira é secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra)

O Governo do Estado pretende transferir 512 quilômetros em trechos de pelo menos seis rodovias para a iniciativa privada por meio de concessões, anunciou a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), que estima um investimento de R$ 1,4 bilhão nas estradas.

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Nesta semana, estudos de viabilidade técnica prevendo a concessão nas rodovias MT-130, MT-246, MT-343, MT-358 e MT-480, além da MT-220, por um prazo de 30 anos para cada um dos lotes foram apresentados em audiência pública a população.

Estão previstas as concessões de 140,6 quilômetros da MT-130, no trecho de Primavera do Leste a Paranatinga, das rodovias MT-246, MT-343, MT-358 e MT-480, nos trechos de Jangada a Itanorte, totalizando 233,2 quilômetros, além de 138,4 quilômetros da MT-220, no trecho entre Tabaporã e Sinop.

Conforme o secretário Marcelo Oliveira, a iniciativa privada tem potencial para fazer o investimento e a manutenção, garantindo o escoamento da produção agrícola e transporte de proteína animal e plantas de etanol, além de contar com grande fluxo de veículos, garantindo economia ao Estado, que segundo ele, não consegue atender sozinho as demandas de manutenção e restauração das rodovias e, ao mesmo tempo, avançar  com novas obras.

“Precisamos gastar energia para aplicar recursos em novas obras,  ir  atrás de recursos nacionais e internacionais para que possamos diminuir o custo da logística do Estado, o custo do direito de ir e vir, da saúde, da educação, pois é nessas estradas estaduais e vicinais que transitam a produção, os insumos, os ônibus intermunicipais, as vans e ônibus escolares, as ambulâncias”, disse o secretário.

Alguns dos municípios que ainda vivem nesta realidade são Rondolândia, Aripuanã, Colniza, Juruena, Apiacás, São José do Xingu, Canabrava do Norte, Vila Rica, Luciara, São Feliz do Araguaia, Alto Boa Vista, Serra Nova Dourada, Bom Jesus do Araguaia, Gaúcha do Norte, Novo Santo Antônio,  Castanheira e Nova Maringá, por exemplo.

Ainda conforme o secretário, a concessão das rodovias é a forma mais inteligente para pensar o Estado de Mato Grosso como um todo, para que nos próximos anos a realidade logística seja outra, com mais estradas pavimentadas do que não-pavimentadas. Para isso, a Sinfra está contratando  projetos de 1 mil quilômetros de novas pavimentações  e 800 quilômetros de restauro e revitalização das rodovias estaduais.

“Temos que pensar no Estado como um todo e não somente na gente. Seria bem cômodo para o gestor pensar só nos quilômetros de estrada pavimentadas que já tem e que vai manter. E o restante? E aquelas cidades no meio do mato, que estão distantes de Cuiabá, distantes das rodovias estruturantes? Precisamos estruturar o Estado e é para isso que a Sinfra trabalha. Queremos cuidar do Estado como um todo”, afirmou o secretário.

4 comentários

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  • silvio lopes de moraes
    30 Mai 2020 às 07:38

    DEPOIS QUE USARAM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE TROUXA PRA CONSTRUIR E ESTA PRONTA ESSES INCOMPETENTES MAS UMA VEZ JOGANDO CONTRA O CIDADÃO,ALIÁS ELES SÓ FAZEM ISSO DEPOIS DE ELEITOS.

  • Oto
    30 Mai 2020 às 07:13

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  • Zé do Buteco
    29 Mai 2020 às 23:35

    Não pode esquecer da MT 251 de Cuiabá a Chapada dos Guimarães e MT 010 de Cuiabá a Rosário Oeste pois nestes trechos o Estado gasta muito dinheiro na manutenção e sem muita eficiência sendo que esse dinheiro poderia ser usado em outros trechos que se quer tem pavimentação. Parabéns, Poder Público.

  • Luciano
    29 Mai 2020 às 20:42

    Quem tem que investir e cobrar pedágio e a concessionário e não o governo bancar a obra e colocar a iniciativa privada pra receber dinheiro. Palhaçada isso qualquer um quer receber isso

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