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Quinta-feira, 06 de agosto de 2020

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Corte de 50% da verba do Governo Federal causa demissão de 200 funcionários da Fiemt

Da Redação - Fabiana Mendes

11 Mai 2020 - 14:01

Foto: Reprodução

Corte de 50% da verba do Governo Federal causa demissão de 200 funcionários da Fiemt
O corte de 50% da verba pelo Governo Federal causou o fechamento das unidades físicas do Sesi e Senai de Cáceres, Juína e Senai Barra do Garças. Como consequência, cerca de 200 funcionários foram demitidos. A Medida Provisória 932/2020, de 31 de março, altera as alíquotas de contribuição aos serviços e reduz por três meses as contribuições que são recolhidas pelas empresas para financiar o “Sistema S”. A medida consta no pacote emergencial de ações para conter os impactos do coronavírus na economia.

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O impacto do corte nos recursos somado à crise gerou uma perda de R$ 30 milhões ao Sesi e Senai MT em 2020. Isso corresponde a 20% da arrecadação prevista para todo o ano. Por isso, as unidades cuja sustentabilidade dependia majoritariamente da contribuição compulsória tiveram que ser desativadas.

O fechamento foi imediato em Barra do Garças e Juína. Em Cáceres, todas as atividades existentes ficarão concentradas na unidade do Senai até que sejam concluídas e a unidade também suspenda o funcionamento. Também será suspensa a inauguração da unidade Senai em Alta Floresta, que está em construção. Já em Rondonópolis, o Sesi vai funcionar no mesmo prédio da unidade Senai.

A diretora regional do Senai MT e superintendente do Sesi MT, Lélia Brun, esclarece que os atendimentos continuarão disponíveis em todos os municípios do estado, seja por meio das unidades móveis, atendimentos não presenciais ou nas indústrias. “Não gostaríamos de fechar nenhuma unidade. Passamos semanas estudando profundamente todos os cenários, tomamos inúmeras medidas para reduzir custos e ampliar receitas, mas ainda assim essa medida foi inevitável. Precisamos ser realistas se quisermos dar continuidade à nossa atuação pelo desenvolvimento industrial de Mato Grosso”, afirma.

Com o fechamento, haverá remanejamento de pessoas e também cortes de vagas nas duas instituições, afetando cerca de 15% do total dos profissionais. Ainda de acordo com Lélia Brun, a decisão pelos cortes foi uma decisão muito difícil. “Fizemos todas as projeções e estudos possíveis. Reduzimos a carga horária e os salários por 90 dias, reduzimos custos, renegociamos e cancelamos contratos com fornecedores, cancelamos eventos, proibimos despesas com viagens e diversas outras ações. Com o fechamento das unidades, buscamos remanejar o máximo de pessoas que pudemos, para minimizar a necessidade de cortes. Mas, infelizmente, a redução do recurso foi muito impactante para as nossas instituições”, ressalta.

O presidente do Sistema Fiemt, Gustavo de Oliveira, destaca que tanto o Sesi quanto o Senai continuam engajados no combate à crise, atuando em todas as frentes possíveis. “O Senai adaptou a estratégia durante este período e está produzindo diversos produtos voltados à saúde. São milhões de máscaras cirúrgicas sendo fabricadas dentro de unidade Cuiabá, em parceria com o governo do estado, protetores faciais de acetato fabricados e doados ao sistema público de saúde, máscaras de tecido, toucas hospitalares, além da manutenção de respiradores e da fabricação de cápsulas de oxigenação para teste nos hospitais”, lembra.

As duas instituições continuam atendendo a todos os municípios de Mato Grosso, tanto com as unidades móveis quanto a distância ou por meio das unidades operacionais presentes nos municípios. O Senai possui unidades em Cuiabá (Porto e Distrito Industrial), Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Barra do Bugres e Aripuanã, além da Fatec.  O Sesi está presente em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop.

10 comentários

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  • Sebastiao Canuto
    17 Mai 2020 às 12:30

    Interessante essa situação. O EMPREGADOR paga um percentual sobre a folha d epagamento para manter o sal sitema S, que tem entre outras funções, preparar o profissional para o mercado de trabalho e também garantir o lado social, com escolas e saude. Entretanto os cursos profissionalizantes SAO PAGOS. Nao sao gratuitos ou preço acessivel ao trabalhador que quer se qualificar e se manter no mercado de trabalho. Um curso de MECANICO, um CURSO DE TORNEIRO, um CURSO DE AUTOMAÇÃO sao caros. E então fica a pergunta, se o empresario sustenta essa maquina toda, porque cobrar novamente do empregado?

  • Maria Auxiliadora
    12 Mai 2020 às 08:58

    Aos eleitores do bozo, sugiro repetir a máxima da campanha: arminha com a mão, né!

  • Aparecida Ferreira
    12 Mai 2020 às 08:30

    Realmente não dá pra entender, o coitado do SistemaS tem 15 BILHÕES por ano pra gastar e vai mandar gente embora?? muito amor mesmo! Além do mais o TR1 NÃO deixou cortar nada! Continua 15 BILHÕES por ano!

  • Antônio
    12 Mai 2020 às 02:09

    Isso é tão triste! Vi que no SESC também já houve cortes, principalmente dentistas! O mais triste ainda, é sabem que a FIESP foi a idealizadora do atual governo, que apoiou esse tipo de cortes! Bem triste... No fim, causando mais desemprego ainda!

  • Jusé
    11 Mai 2020 às 23:14

    Sistema S é parasita das empresas.

  • Carlos Almeida
    11 Mai 2020 às 20:31

    Olha até que não esta errado. Certas verbas tem mesmo que ser cortadas. Muitas outras entidades necessita muito mais.

  • José Maria Neves
    11 Mai 2020 às 17:18

    Parabéns presidente. Sesi e Senai não servem para nada e é dinheiro público.

  • Ana Paula
    11 Mai 2020 às 17:02

    Agora vão pra rua protestar e levem junto o Pato gigante.

  • Pasta, Gado
    11 Mai 2020 às 17:02

    Me disseram que se fizer arminha com a mão os recursos voltam.

  • luiz otavio
    11 Mai 2020 às 15:53

    secando a teta

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