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Quinta-feira, 06 de agosto de 2020

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Movimento de clientes em supermercados cai e preferência tem sido por marcas mais baratas

Da Redação - Vinicius Mendes

23 Abr 2020 - 14:44

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Movimento de clientes em supermercados cai e preferência tem sido por marcas mais baratas
O presidente da Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat), Alessandro Morbeck, afirmou que os empresários já perceberam uma mudança no comportamento do consumidor, em decorrência do coronavírus, ao fazer compras. Ele disse que no início da quarentena houve um grande aumento do movimento nas lojas, mas depois houve queda e hoje se normalizou. Ele também relatou que foi percebido que os clientes têm preferido as marcas mais baratas, porém ele acredita que isso deve mudar quando tudo voltar ao normal.

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A exatamente um mês passou a valer o decreto do Prefeito Emanuel Pinheiro, de Cuiabá, que determinou o fechamento do comércio e de serviços não essenciais. No Estado o decreto de estado de calamidade ocorreu no dia 25 de março. 

A principal recomendação da Prefeitura, do Governo do Estado, do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi pela quarentena e isolamento social. De acordo com o presidente da Asmat, logo no início da quarentena, os supermercados, atividade essencial que não foi suspensa, perceberam um grande aumento no movimento.

"O que ocorreu no nosso setor na primeira semana, realmente houve um acréscimo de venda, acredito que seja porque a população tinha preocupação de que houvesse falta de produto, mas com o passar dos dias perceberam que era apenas uma falta localizada, principalmente em relação ao álcool em gel, que houve um acréscimo muito grande de procura, que fugiu do normal", explicou.

De acordo com Alessandro, nas semanas seguintes, com excessão dos feriados, este movimento caiu e as vendas voltaram ao normal. Segundo ele, os clientes demoraram alguns dias para se adaptarem às regras impostas pelas autoridades.

"A mudança no comportamento dos clientes sentimos principalmente quando houve esta redução do horário, que os supermercados passaram a abrir das 8h às 19h, e realmente, nos primeiros dias ocorreu aglomeração porque não é cultural o pessoal ir nas lojas durante o período da tarde, então sempre ocorriam aglomerações na parte da manhã, mas isso só ocorreu nos primeiros dias, depois a população começou a se conscientizar e houve uma maior diluição de pessoas durante o dia", disse.

Ele também percebeu que os clientes migraram para os produtos que estão com valor agregado menor, mas acredita que isto deve voltar ao normal após o fim das medidas impostas por causa da pandemia.

O presidente da Asmat afirmou que as lojas têm se preocupado em seguir as orientações das autoridades, com relação à quantidade de pessoas dentro dos supermercados por vez, e também com relação à segurança dos funcionários.

"A Asmat vem sempre repassando todas as orientações do Governo do Estado, da Prefeitura, em relação aos decretos, no que diz respeito tanto a distanciamento entre as pessoas, higienização de superfícies dos carrinhos, disponibilização de local para lavar as mãos, proteção dos colaboradores com máscara e luva, disponibilização de álcool em gel para todos os clientes, e cumprindo as normas da Organização Mundial da Saúde em relação às pessoas que estão no grupo de risco, que de acordo com a lei, algumas optaram por férias, outras optaram por afastamento temporário, isso variou muito em cada empresa".

Justamenta pela saída dos funcionários que pertencem ao grupo de risco, ele disse que não houve demissões, como ocorreu em outros setores. O presidente da Asmat avaliou que este setor ainda não enfrenta grandes dificuldades.

"Com relação às demissões, em geral [ocoreram] só as que ja estavam programadas, mas principalmente porque teve que colocar estas pessoas de grupo de risco de férias, precisava de todas as pessoas, inclusive pode ter ocorrido uma ou outra contratação para suprir a saída destes colaboradores do grupo de risco".

4 comentários

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  • Márcia Silva
    24 Abr 2020 às 08:11

    Os preços subiram absurdamente. É um abuso. Em uma crise como essa, não têm um pingo de consideração por quem não possui condições financeiras abastadas. Qual é a família que recebe 600 reais que pode pagar por pão a 16 reais todos os dias? Ou mesmo em alguns dias? É uma triste realidade, não há empatia. Não há sequer um pouquinho de caridade com os mais pobres.

  • Teka Almeida
    23 Abr 2020 às 16:33

    Não existe mais produtos baratos. Os supermercados suburam os preços absurdamente. E o pior, para arrecadar mais, o governo fecha os olhos e deixa rolar. Estamos num estado sem lei.

  • HONESTO
    23 Abr 2020 às 15:34

    ISSO É O REFLEXO DAS ALTAS DOS PREÇOS DOS PRODUTOS DOS SUPERMERCADOS, MUITAS PESSOAS ESTÃO FICANDO SEM DINHEIRO TAMBÉM, AUMENTOU O DESEMPREGO, DIMINUIU SALÁRIO DE MUITOS, A TENDÊNCIA É PIORAR SE CONTINUAR NO RITIMO QUE ESTÁ.

  • Julio Santa Rosa
    23 Abr 2020 às 15:30

    A vigilância tem que ficar de olho nos mercados do bairro santa rosa, mais especifico nos que ficam a beira da av. miguel sutil, tem mercado fazendo o certo restringindo e controlando a entrada de consumidores, agora tem uns que deixa lotar dentro do estabelecimento, parece que o lucro vem antes da saúde.

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