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Quarta-feira, 20 de novembro de 2019

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Produtores de soja promovem em MT palestras de professor que contesta aquecimento global

Da Redação - Vinicius Mendes

16 Out 2019 - 16:36

Foto: Olhar Direto

Produtores de soja promovem em MT palestras de professor que contesta aquecimento global
O professor doutor em Geografia Física – área de climatologia antpartica, Ricardo Felício, veio a Mato Grosso para participar de um ciclo de palestras, promovido pela Associação dos produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), em universidades de Cuiabá e do interior do Estado. “Aquecimento global, mito ou realidade?” é o tema do Circuito Universitário 2019 realizado pela Aprosoja entre os dias 14 e 31 de outubro. Felício defende que a ação do homem na terra, com produção agrícola, industrial ou em qualquer outro meio, não afeta as mudanças climáticas no planeta.
 
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O encontro é direcionado para acadêmicos do curso de agronomia, de universidades públicas e privadas, e será realizado em duas etapas. Nesta semana, dos dias 14 a 17, o evento percorrerá os municípios de Diamantino, Nova Xavantina, Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis. Já de 28 a 31 passará por Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Tangará da Serra. O tema da palestra é polêmico e a intenção do professor Ricardo Felício é desmistificá-lo.
 
“A gente aborda quais são as questões técnicas sobre o efeito do homem no clima do planeta terra, e como a gente percebe, não existe esta relação de CO2 com o clima da terra ou com a temperatura da terra, porque isso nunca foi verificado na história do planeta. Então a gente desmistifica este tema e mostra como, na verdade, ele é usado como instrumento geopolítico internacional”.
 
Felício defende que o discurso do aquecimento global é endossado por países ricos na tentativa de frear o avanço de países emergentes como o Brasil. Ele afirma que, por exemplo, práticas ambientais que são exigidas do Brasil não são praticadas por vários destes países.
 
“Hoje a gente vê que eles afrontam os nossos métodos produtivos, eles afrontam nosso tipo de vida e ao mesmo tempo, já ficou muito claro, eles afrontam nossa soberania, então a gente traz estes elementos para as pessoas entenderem o cenário internacional geopolítico e como a questão ambiental serve como método coercivo em cima de países como o Brasil”.
 
O professor Ricardo Felício tem um currículo acadêmico de peso. Ele é bacharel cientista em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em meteorologia antártica pelo INPE, doutor em Geografia Física, área de climatologia antártica pela USP. Este é o sexto ano consecutivo que a Aprosoja Mato Grosso realiza o evento e, este ano, para discutir aquecimento global, decidiram trazer o doutor.
 
Veja a programação:
 
16/out – UFMT Campus Cuiabá – Auditório Helmut Daltro – 14h30
 
16/out – Unic Cuiabá – Auditório Unic Beira Rio I (estacionamento) – 19h
 
17/out – Univag – Auditório 2, bloco C – 8h
 
17/out – Campo Novo do Parecis – Câmara Municipal – 13h30
 
28/out – Sinop – Sindicato Rural de Sinop – 19h
 
29/out – Lucas do Rio Verde – Auditório da Faculdade La Salle – 19h
 
30/out – Nova Mutum – Sindicato Rural de Nova Mutum – 19h
 
31/out – Tangará da Serra
 

24 comentários

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  • André Luis xavier
    28 Out 2019 às 23:12

    É obviou que toda essa conversa climática foi criada por países desenvolvidos, para minar os países em sub desenvolvimentos, concorrência desleal.

  • Esmeralda
    25 Out 2019 às 15:39

    Parabéns pelo artigo, adorei!

  • Geo
    20 Out 2019 às 15:53

    "As polêmicas que desperta se devem ao fato de que para a comunidade científica os argumentos que ele defende não refletem ou distorcem os dados coletados em múltiplas pesquisas, contradizem leis básicas da física e são uma expressão do movimento de negacionismo climático, considerado uma pseudociência e um conjunto de ideologias e crenças que se opõem ao conhecimento estabelecido pelo consenso dos especialistas nas ciências do clima."

  • Boe
    19 Out 2019 às 12:16

    virando piada de modo internacional por essas e outras

  • JAO
    19 Out 2019 às 11:48

    A ficha desses que não acreditam no aquecimento global só irá cair quando a temperatura nos Trópicos ultrapassar os 46 graus e quando as fontes de água potável secarem porque os furacões, tornados, tsunamis, ressacas, derretimento dos polos, os ciclos de secar cada vez mais severos estão ai pra todos os gostos. Ai será tarde demais.

  • Aderbal Siqueira
    18 Out 2019 às 15:33

    As geleiras todas descongelando... Contra fatos não há argumentos.

  • MARIO GILSON
    18 Out 2019 às 10:33

    APROSOJA AO INVÉS DE INVESTIR EM BENEFÍCIOS AO MEIO AMBIENTE, FAZ ESSA PAPAGAIADA... KI VERGONHA

  • Umuarama
    18 Out 2019 às 10:32

    Isso mesmo, existem pessoas, esquerdistas em sua maioria, que dizem que ligar um carro a diesel dentro de casa é prejudicial à saúde dos ocupantes por culpa desse tal de CO2. Imagina, milhões de carros e máquinas a diesel funcionando nessa Terra Plana, produzindo e gerando riquezas não afeta o ar de ninguém, isso é coisa de comunista que nem sabe respirar direito. Meu filho, produtorzinho, já nasceu com bronquite e agora está com enfisema pulmonar e sangue contaminado por Furadan e não reclama, entende desde pequeno que tem que produzir e tolerar essa tal de "ideologia de oxigênio limpo", coisa de esquerdopatas .

  • JUCABALA
    18 Out 2019 às 10:17

    Sim, deve ser o professor Olavo de Carvalho kkkkkkkk O terraplanista, que disse que Einsten tá errado e que é um plageador kkkkkk Essa "gente de bem"!

  • otaviano muniz
    17 Out 2019 às 20:40

    Absurdo a Aprosoja financiar isso, são os corredores de umidade que vem da amazonia que torna possível a produção agrícola de MT, se ficarem instáveis, não tem chuva regular e toda essa riqueza do agro vai acabar!! Muito ruim o nível da liderança da Aprosoja!

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