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Sábado, 27 de novembro de 2021

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100% impactado

Após dez dias, postos são reabastecidos e serviço volta ao normal em uma semana

Da Redação - Fabiana Mendes

30 Mai 2018 - 11:59

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Após dez dias, postos são reabastecidos e serviço volta ao normal em uma semana
Depois de dez dias de paralisação, o abastecimento nos postos de combustíveis no Estado está sendo retomado gradativamente. A previsão é serviço seja regularizado dentro de uma semana. Mato Grosso possui 1 mil postos e 100% chegou a ser impactado. Já Cuiabá e Várzea Grande existem em torno de 240 postos em atividade.

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De acordo com o Sindipetróleo (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso), as distribuidoras trabalharão em regime especial para atender a demanda. Além disso, atuarão com plantões inclusive no feriado e nos finais de semana.

Na região Norte e Nordeste do Estado, caminhões estão a caminho dos postos, pois as distribuidoras localizadas em Sinop já estão liberando cargas. Já no médio-norte, onde está localizado o município de Tangará da Serra, por exemplo, postos já receberam combustíveis. O mesmo ocorre em todas as demais regiões.

De sexta-feira (25) até esta terça-feira (29), as distribuidoras vinham liberando cargas através de escolta policial e priorizando serviços essenciais como saúde e segurança pública, sendo que a maior desse abastecimento se concentrou na Grande Cuiabá.  
A paralisação gerou uma série de debates sobre a crise e o peso dos impostos nos combustíveis. O assunto foi debatido no Senado, na Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa e até mesmo Câmaras Municipais.

“Eu mesmo participei de um debate no plenário da Câmara (neste dia 29), defendendo a redução das alíquotas de ICMS e unificação de impostos entre os Estados. Defendi que o setor e a sociedade em geral não aguentam mais pagar tantos impostos. Todos amargam prejuízos. De certa maneira, uma grande manifestação como esta faz o poder público olhar com mais atenção a quem transporta o Brasil”, destaca Aldo Locatelli, presidente do Sindipetróleo.  

Conforme o Sindipetróleo, ainda não foi possível calcular os prejuízos para o setor. Além de deixarem de vender, revendedores terão de arcar com folha de pagamento e outros custos sem que estivessem em plena atividade.

A mobilização foi proposta pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e iniciou na manhã da última segunda-feira (21). Em razão dos pesados impostos e do baixo valor dos fretes, a categoria afirma que enfrenta uma grave crise e articula ações em todo o país para evidenciar o descontentamento com a atual política econômica. A PRF mantêm o diálogo com os caminhoneiros.
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