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Acordo fechado

Representante vê conquista histórica e promete volta de greve se Temer não cumprir acordo

Da Redação - Wesley Santiago

28 Mai 2018 - 15:23

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Representante vê conquista histórica e promete volta de greve se Temer não cumprir acordo
Um dos representantes do grupo de caminhoneiros que está há oito dias em greve, Gilson Baitaca (Movimento dos Transportadores de Grãos - Mato Grosso), afirmou que todas as propostas da categoria foram cumpridas pelo presidente Michel Temer e que o acordo foi fechado. Porém, afirmou que existe uma ala que pede a derrubada do peemedebista e, por conta disto, eles ainda continuam a manifestar nas rodovias de todo o país. Além disto, Baitaca garantiu que a greve voltará com força total, caso as promessas não sejam cumpridas.

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“É bom a gente deixar claro que foi o governo que aceitou a nossa proposta e não ao contrário. Para nós, os caminhoneiros, esta é a maior conquista da história. O acordo já foi apresentado para  todo mundo, saiu no Diário Oficial da União (DOU). Para a categoria, a questão está resolvida”, comentou o representante ao Olhar Agro & Negócios
 
Baitaca ainda acrescentou que “tem uma questão do movimento ainda permanecer mobilizado. Isso está fora da nossa responsabilidade. Não tenho comando disto. Eles estão reivindicando algo para a sociedade, mas não dizem nada. Alguns intervencionistas se aproveitaram da situação”.
 
Para o representante, com a proposta dos caminheiros – que foi aceita por Temer – os condutores não terão mais que tirar do próprio bolso para trabalhar. Baitaca ainda destacou a força do movimento, que trouxe conquistas expressivas de algo que era pleiteado há bastante tempo.
 
“Caso o acordo não seja cumprido, a greve retorna com força total. Esperamos que todas as conquistas sejam colocadas em prática, para que o setor possa reagir o mais rápido possível. Repito que, para nós, tudo está fechado. A greve acabou”, comentou.

No domingo, Temer anunciou novas medidas em mais uma tentativa de por fim à paralisação dos caminhoneiros. Entre elas está a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias, e a isenção de pagamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios. Durante o pronunciamento, foram registrados panelaços em vários Estados.
 
Esta redução de R$ 0,46 no preço do diesel custará ao governo R$ 10 bilhões. Conforme o Palácio do Planalto, os recursos serão cobertos pelo Tesouro via crédito extraordinário.

A mobilização foi proposta pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e iniciou na manhã da última segunda-feira (21). Em razão dos pesados impostos e do baixo valor dos fretes, a categoria afirma que enfrenta uma grave crise e articula ações em todo o país para evidenciar o descontentamento com a atual política econômica. A PRF mantêm o diálogo com os caminhoneiros.
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