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sétimo dia

Greve dos caminhoneiros causa escassez de combustível em 100% dos postos de Cuiabá e VG

Da Redação - Fabiana Mendes

28 Mai 2018 - 08:17

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Greve dos caminhoneiros causa escassez de combustível em 100% dos postos de Cuiabá e VG
Os oito dias de greve dos caminhoneiros já causou escassez de combustível em 100% dos postos  de Cuiabá e Várzea Grande, de acordo com Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo). Em Cuiabá e Várzea Grande, diversos postos já fecharam pela falta de combustíveis e os poucos que ainda possuem atendem os motoristas até mesmo na madrugada. A reportagem do Olhar Direto percorreu pelo menos nove postos entre a rodovia Mário Andreazza (Várzea Grande) e a avenida Miguel Sutil (Cuiabá)  e em apenas uma unidade foi possível encontrar diesel (a R$ 4,19). 

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Segundo informações do Sindipetróleo, todos os postos de Mato Grosso já foram atingidos pelo falta de algum tipo de combustível, seja etanol ou gasolina. Alguns postos estão apenas com o diesel. 

O governador Pedro Taques (PSDB) decretou situação de emergência em Mato Grosso devido à paralisação dos caminhoneiros e, consequentemente, ao desabastecimento de combustível e outros bens de consumo provocado pelo movimento. Ele também já havia determinado, por meio de um decreto, que o expediente no âmbito da administração direta e indireta no Estado fosse suspenso nesta sexta-feira (25), em razão da paralisação dos caminhoneiros e o consequente desabastecimento de combustível em todo o país.

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de Cuiabá, também por meio de um decreto, suspendeu as atividades na data de hoje, 28. Ficaram mantidos apenas os serviços considerados essenciais: coleta de lixo, manutenção de distribuição de água, defesa civil, fiscalização e orientação do trânsito, as unidades de urgência e emergência de pronto atendimento (UPA) das regiões Norte, no bairro Morada do Ouro e Sul, no Pascoal Ramos, policlínicas e Pronto Socorro.

O transporte coletivo de Cuiabá foi um dos afetados pela crise. A frota foi reduzida em 50% e a previsão é de que assim permaneça até a terça-feira,29. 
 
No sábado passado, 26, o juiz Bruno D’Oliveira Marques, da 8ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá, concedeu decisão favorável, em caráter liminar, determinando a imediata suspensão dos bloqueios ao transporte de combustível para a Prefeitura de Cuiabá, para o funcionamento dos serviços essenciais do município. Marques ainda fixou multa de R$ 5 mil por hora ao manifestante que tentar impedir o cumprimento da decisão.
 
O município de Cuiabá possui contrato com uma distribuidora de combustível, a Posto Leblon Ltda, localizada no Distrito Industrial da Capital. No entanto, o transporte tem sido impedido pelos manifestantes que realizam o bloqueio da rodovia BR-364.
 
A greve
 
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado de Mato Grosso (Sindmat), Eleus Vieira de Amorim, confirmou que os caminhoneiros continuam mobilizados: “Não aceitaram esta proposta que veio lá de Brasília (DF)”. O domingo, 27, o governo federal decidiu congelar por 60 dias a redução do preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro, valor referente ao que seria a retirada do PIS/Cofins e da Cide sobre esse combustível. Depois desse período, o preço do diesel será ajustado mensalmente. Além disso, a alíquota da Cide sobre o diesel será zerada até o final do ano.

A mobilização foi proposta pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e iniciou na manhã de segunda-feira (21). Em razão dos pesados impostos e do baixo valor dos fretes, a categoria afirma que enfrenta uma grave crise e articula ações em todo o país para evidenciar o descontentamento com a atual política econômica. A PRF mantêm o diálogo com os caminhoneiros.
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