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Notícias / Logística

GREVE DOS CAMINHONEIROS

Acrismat pede liberação de caminhões com insumos na Justiça

Da Redação - Fabiana Mendes

24 Mai 2018 - 12:05

Foto: Amarildo Santos de Arruda

Acrismat pede liberação de caminhões com insumos na Justiça
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), entrou esta semana, com uma liminar na justiça pedindo ao Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de Mato Grosso (Sindicam/MT) a liberação de caminhões com rações para os animais e transporte de suíno vivo. A crise da suinocultura mato-grossense tem sido agravada pela greve dos caminhoneiros, iniciada na ultima segunda feira (21.05) em todo país. Produtores estão enfrentando dificuldades com a falta de abastecimento e reposição de insumos e liberação de suínos vivos e com isso as granjas do Estado já apresentam mortalidade de animais por inanição.

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"Com os bloqueios as granjas já estão sofrendo com o baixo estoque de grãos e consequentemente animais estão morrendo. E a continuidade das paralisações reflete em ainda mais riscos para a cadeia produtiva, que há quase um ano sofre com o baixo preço pago pelo quilo do suíno e que tem tornado a atividade inviável para produtores no estado. Atualmente, o quilo do suíno vendido pelo suinocultor tem preço médio de R$ 2,55, sendo que o ideal, só para cobrir os custos de produção este valor deveria estar em torno de R$ 3,30", disse o presidente da Acrismat, Raulino Teixeira.
 
Raulino ressalta ainda que apoia as motivações da paralisação, mas entende que o movimento deve preservar o fluxo dos alimentos e dos insumos para a produção.  "É de conhecimento nacional a grave crise enfrentada pela cadeia produtiva, que há meses luta para preservar os postos de trabalho do setor", afirma. Desse modo, impedir a continuidade da produção poderá gerar consequências graves para o Mato Grosso.
 
A Nutribras Alimentos de Sorriso, um dos maiores frigoríficos de suínos do Estado, já informou em nota que paralisará suas atividades por três dias por conta da falta de insumos e combustível para manutenção das atividades. A empresa tem um plantel de 17 mil matrizes e capacidade de abate de até 3 mil suínos por dia.
 
O proprietário da Suinobras, Reinaldo Morais, ressalta que já não bastassem os preços do quilo do animal despencarem após a deflagração da Operação Carne Fraca, as delações premiadas de representantes do Grupo JBS e o alto do custo de produção somados agora com a greve dos caminhoneiros, a crise da suinocultura mato-grossense se agravará. Reinaldo conta, que possui mais de dez carretas carregadas de milho paradas entre as cidades de Deciolândia e Diamantino e de farelo de soja em Nova Mutum e Rondonópolis, que não conseguem abastecer as granjas de Diamantino e Pedra Preta.
 
"Eu também entrei na justiça com um pedido de liminar, não somos contra a greve que busca o melhor para o Brasil, sabemos da importância dos caminhões em nossas vidas, porém somos contra a arbitrariedade de impedir o transito de suínos vivos e de alimentos para eles. Nossa granja em Diamantino, que possui cerca de 200.000 mil animais e produz quase 500 toneladas por dia, está há três dias sem conseguir abastecer os insumos. Infelizmente já apresentamos a mortalidade de quase 100 suínos por falta de alimento", reforça Reinaldo.
 
Outro a entrar na justiça foi o suinocultor, Fernando Takeuti de Diamantino, que também tem sentido no bolso os impactos da greve. A Granja, que conta com um plantel de aproximadamente 200 mil suínos e um consumo de 480 toneladas de ração por dia, depende da entrega diária de matéria-prima para alimentar os animais. "O estoque é curto, para no máximo 2 dias. Como a paralisação já está no terceiro dia seguido, os carregamentos não chegaram. Os animais estão sem ração e alguns até morreram de fome", disse.

(Com assessoria) 
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