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Produtores de MT miram na China e firmam cooperação com Canal do Panamá; entenda

Da Redação - André Garcia Santana

15 Mar 2018 - 15:31

Foto: Reprodução/Internet

Produtores de MT miram na China e firmam cooperação com Canal do Panamá; entenda
Produtores de soja de Mato Grosso oficializaram o compartilhamento de informações com o Canal do Panamá. O acordo, assinado pelo presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de mato Grosso (Aprosoja), Antônio Galvan, prevê a realização de atividades de mercado, troca de estudos e informações sobre fluxos comerciais, além de programas de modernização e melhoras no Canal. O objetivo é que, em futuro breve, parte da soja mato-grossense possa passar pelo canal com destino à Ásia

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Chamado pelos panamenhos de “memorando de entendimento”, o documento foi assinado na quarta-feira (14).“Com o aumento de capacidade devido a expansão do Canal do Panamá, em 2016, nós vimos uma grande oportunidade de atrair mais produtos e acessar novos mercados. O Canal do Panamá seria uma opção para que o produto chegue até a Ásia, sendo a China o destaque principal”, afirmou o administrador do Canal, Jorge Luis Quijano, que esteve Cuiabá.
Antônio Galvan e Jorge Luis Quijano durante assinatura do termo. 
Para o presidente da Aprosoja, o termo de cooperação é positivo e também é reflexo de uma visita realizada pela Comissão de Logística da Aprosoja e o Movimento Pró-Logística no ano passado ao local.

O termo com certeza é um marco. O Canal do Panamá é uma parte importante da logística da nossa soja, milho e outras culturas porque encurtará o caminho para acessar nosso grande mercado consumidor, que é o asiático. Com certeza essa assinatura vai representar muito para o futuro dessa relação Brasil-Panamá e, em especial, Mato Grosso", disse Galvan
 
O futuro da relação, segundo o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, também deve refletir em rentabilidade aos produtores rurais de Mato Grosso. “O acordo nos permitirá a troca de informações com o objetivo de reduzir o custo da transposição do Canal, que para alguns portos asiáticos pode significar de dois a quatro dias a menos de navegação."

Além disso, como o pagamento do frete marítimo é diário, isso representaria uma redução significativa, tanto do ponto de vista financeiro como logístico. "Dessa forma, estamos buscando junto à administração do Canal do Panamá formas de reduzir esses custos do frete, que também refletiria nos custos gerais dos nossos produtores rurais”, finalizou. 

O canal

O canal do Panamá é um canal artificial de navios com 77,1 quilômetros de extensão, localizado no Panamá e que liga o oceano Atlântico (através do mar do Caribe) ao oceano Pacífico. O canal atravessa o istmo do Panamá e é uma travessia chave para o comércio marítimo internacional. Há bloqueios e eclusas em cada extremidade da travessia para levantar os navios até o lago Gatún, um lago artificial criado para reduzir a quantidade de trabalho necessário para a escavação do canal e que está localizado 26 metros acima do nível do mar. Os bloqueios iniciais tinham 33,5 metros de largura. Uma terceira faixa de eclusas, mais larga, foi construída e entre 2007 e 2016.

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