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Terça-feira, 15 de outubro de 2019

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Assentados amargam prejuízos e pedem suspensão de exigências para empréstimo rural em MT

Da Redação - André Garcia Santana

30 Out 2017 - 17:02

Foto: Reprodução/Sinterp

Assentados amargam prejuízos e pedem suspensão de exigências para empréstimo rural em MT
Agricultores familiares do assentamento Nossa Senhora de Fátima, em Denise (209 km de Cuiabá) já registram prejuízos por dificuldades para acessar crédito rural pelo Banco do Brasil (BB). A área ainda não foi legalizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), uma das exigências da instituição financeira a realização dos empréstimos.

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Diante da situação, eles pedem a suspensão ou adiamento de exigências da Autorização Provisória de Funcionamento (AFP), para liberação do financiamento até a regularização do local. De acordo com o produtor Almir Rogério de Almeida, sem o crédito, houve aumento no custo de produção, uma vez que o banco lhes concederia também um prazo maior para pagar, chegando a um ano.

"Plantei melão, melancia, milho, comprei fiado, confiando no financiamento, submetendo a um juro alto de 5% ao mês quando pelo BB seria de 5% de juro ao ano, mais os benefícios do custeio, seguro cobre as intempéries que ocorrem na lavoura, ou seja, sem crédito, perdi o dinheiro investido agora estou sendo cobrado pelo dinheiro que não saiu."

Ele relata que a falta de financiamento para lavouras atinge outros agricultores de assentamentos. No caso do PA Nossa Senhora de Fátima, são 76 famílias que não conseguem nenhum tipo de crédito.  "Isso para nós é muito complicado, muito burocrático", ressalta.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnicas, Extensão Rural e Pesquisa Pública de MT (Sinterp- MT), os agricultores familiares da região estão na terra há aproximadamente 40 anos. Ao longo do período eles vem produzindo gado de leite, de corte, seringueiras, abacaxis, entre outras. Foi informado ainda que o Incra só entrou no assentamento em 2005.

O Sinterp-MT, junto a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso (Fetagri) já denunciou a urgência em resolver da questão, que, segundo o sindicato, também envolve outros órgãos. Dentre as medidas sugeridas pelos representantes, a curto, médio e longo prazos, está uma ação conjunta para regularização dos passivos ambientais dos agricultores familiares.  
 

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