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Terça-feira, 21 de setembro de 2021

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Internet das coisas

Controle de equipamentos, safra e insumos ao alcance do toque: automação no campo otimiza custos em 40%

Da Redação - André Garcia Santana

26 Out 2017 - 12:06

Controle de equipamentos, safra e insumos ao alcance do toque: automação no campo otimiza custos em 40%
Controle ao alcance de um toque, praticidade e inovação. A internet das coisas, já conhecida na automação doméstica e empresarial, mira agora no agronegócio mato-grossense. A proposta é conectar o produtor à propriedade como um todo: porteiras, pastos, sede, lavoura. A iniciativa depende da disponibilidade de internet 3G e da implantação de um conjunto de aparelhos, adquiridos por valores entre U$10 e U$ 15, podendo otimizar os custos com produção em até 40%.
 
A chamada internet das coisas pode então revolucionar o agronegócio, permitindo a conexão de sensores que transmitem informações sobre atividades como a identificação da umidade de uma área ou terreno, localização de máquinas e animais, condições atmosféricas, condições para semeadura e colheita, entre outros. Para isso a aposta é no baixo custo de conexão, baixo consumo de energia e longo alcance da rede.
 
Sua aplicação sanaria um dos principais gargalos do setor no Estado, segundo o do Superintendente no Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Daniel Latorraca. “Com isso avançamos muito na questão da agricultura digital, que já é algo que nossos principais concorrentes fazem. Assim, criam-se novas oportunidades. O produtor consegue monitorar melhor o clima, equipar melhor tratores, colheitadeiras e isso tudo reduz o risco e pontencializa os ganhos.” 

Oferecida pela multinacional WND, da operadora,a rede passou a funcionar em Mato Grosso nesta quinta-feira (16), nos municípios de Cuiabá, Rondonópolis, Sorriso, Cáceres, Sinop e Nova Mutum. No Brasil a tecnologia está disponível em mais de 100 cidades, totalizando investimentos de U$ 50 milhões em três anos por parte da empresa. A previsão é que o serviço atenda a 100 milhões de pessoas por aqui, quase metade da nossa população.

As mudanças são bem assimiladas pelo setor, que já aposta em tecnologia para competir com países da Europa e com os Estados Unidos. “Hoje já tem duas equipes fazendo as instalações, é um equipamento muito simples. O que você precisa é de uma rede e um aparelho como um telefone celular. Isso permite que o trator fale com a nuvem, onde estão todos os dados armazenados, por exemplo,” explica o CEO da WND, Francisco Cavalcanti.
 
Durante o lançamento da Internet das Coisas (IoT), na manhã de hoje, ele explicou que a implantação não deve substituir a mão de obra humana nas fazendas e o que o serviço é destinado tanto aos grande produtores, quanto aos médios e pequenos. “A tabela de preço é a mesma pra qualquer investidor. Pode variar de U$ 1 ao mês a U$ 1 ao ano, porque depende da quantidade de informação que cada um vai armazenar”, diz.
 
O investimento também pode ser feito coletivamente. No caso dos municípios que não dispõe de cobertura 3G, é necessária a implantação de uma antena ou por meio de satélite. 

O evento aconteceu no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e reuniu instituições de pesquisas e empresas para debater os benefícios que aplicações de IoT (Internet das Coisas) podem trazer para o mundo do agronegócio. A programação inclui palestras do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), da ABINC e uma exposição sobre a rede da WND em todo o país e, em particular, em Mato Grosso.
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