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Termelétrica da JBS em Cuiabá envolvida em escândalo de corrupção voltará a comprar gás boliviano

Da Redação - Lázaro Thor Borges

12 Set 2017 - 17:35

Foto: Reprodução

Termelétrica da JBS em Cuiabá envolvida em escândalo de corrupção voltará a comprar gás boliviano
A Usina Termelétrica de Cuiabá deve retomar as atividades depois de ser colocada no centro de um escândalo de corrupção que abalou o país. A Âmbar Energia, empresa do grupo J&F Participações, lançou chamada pública para comprar 2,2 milhões de metros cúbicos de gás boliviano, que serão fornecidos entre outubro e dezembro deste ano.

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A compra de gás diretamente da Bolívia é uma alternativa ao contrato firmado com a Petrobrás para a aquisição do produto. Em abril deste ano a JBS conseguiu fazer com que a Petrobrás fornecesse o gás a Âmbar através do pagamento de propina sobre o valor do contrato. Wesley Batista teria conseguido desburocratizar a questão com a ajuda de Michel Temer, em troca, o presidente recebeu por meio do seu assessor Rodrigo Rocha Loures uma mala de dinheiro com R$ 500 mil, que seria a primeira parcela da propina.

Mas o contrato entre a Âmbar e a Petrobrás foi extinto pela estatal brasileira no dia 8 de junho, logo após a divulgação do escândalo, o que fez com que a empresa tivesse de paralisar as atividades. A Petrobrás também alegou que vai buscar indenização judicial por conta da quebra de cláusulas anticorrupção, que renderiam multas na ordem dos R$ 70 milhões.

Enquanto isso, a UTE Cuiabá retoma as atividades de um negócio que foi considerado por Wesley Batista como um dos mais lucrativos do país. Em áudio entregue em sua delação, o dono da JBS explicou durante conversa com Rocha Loures que sempre que a energia subia (por conta da seca e outros problemas com as hidrelétricas) a usina de Cuiabá poderia ser excessivamente lucrativa.

Esta não é a primeira vez que a Âmbar tenta comprar o gás vindo diretamente do país andino. Desde 2015, quando a Termelétrica de Cuiabá foi adquirida, a empresa tenta conquistar o produto. O grande percalço tinha sido justamente a Petrobrás, que possuía contrato de fornecimento assinado diretamente com a estatal boliviana, o que obrigava a empresa a negociar com a estatal brasileira.

No contrato firmado com a Petrobrás, o preço do produto era de US$ 6,07/MMBtu, enquanto o valor das importações bolivianas é de US$ 4,29/MMBtu. A Âmbar até que tentou sem sucesso reduzir o preço do gás. Com o fim do contrato, a Petrobrás abre espaço para que o braço energético da JBS volte a tentar negociar diretamente com os bolivianos. 
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