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PREJUÍZO

Taques acusa DNIT de incompetência por prejudicar agronegócio e exige que União ajude Mato Grosso

Da Redação - Ronaldo Pacheco/Viviane Petroli

07 Mar 2017 - 09:51

Foto: Reprodução Notícias Agrícolas

Taques acusa DNIT de incompetência por prejudicar agronegócio e exige que União ajude Mato Grosso
A paciência e, por consequência, a própria diplomacia, foram para o espaço de vez no relacionamento do governador José Pedro Taques (PSDB) e o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT). E a relação azedou de vez por causa da situação da BR-163, que registrou mais de sete quilômetros de congestionamento, em decorrência de atoleiros existentes no trecho de terra, provocando prejuízos projetados em mais de R$ 500 milhões aos produtores mato-grossenses. 
 
“Vejam a questão da BR-163. Há quanto tempo estamos falando da BR-163. Isso [carretas de soja atoladas no Pará] é incompetência do DNIT. Temos que cobrar do DNIT!”, esbravejou Pedro Taques, durante a posse da nova diretoria da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), na noite desta segunda-feira (7).
 
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“Enquanto não fizeram nada [de asfalto na BR-163], prejudicando o setor produtivo de Mato Grosso, aqui nós fizemos 1.430 quilômetros, em dois anos. O setor produtivo de nosso Estado orgulha o Brasil. Tenho a honra de ter, em nossa administração, vários representantes do setor produtivo e, aqui eu cito o meu vice-governador Carlos Fávaro”, argumentou o chefe do Poder Executivo.
 
“É uma vergonha a União, através do DNIT, não ter feito 100 quilômetros de rodovia para propiciar que a nossa safra possa sair pelo Arco Norte [Miritituba e Santarém, no Pará]. Em dois anos, senhor João Martins Júnior, Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil [CNA], não fizeram 100 quilômetros de estradas. Agora, sete quilômetros de congestionamento, com a saída da nossa safra por Miritituba e por Santarém”, reforçou Pedro Taques.
 
Sem esconder a irritação, o governador mato-grossense lembrou que a batalha pela conclusão do asfalto da BR-163 é bem antiga. “Veja bem: sete quilômetros de fila [de caminhões atolados], no Pará. Quase 95% da produção é de Mato Grosso, com prejuízos incalculáveis por causa da falta de responsabilidade do DNIT. Estou cobrando providências do governo federal”, avisou o chefe do Poder Executivo.
 
Pedro Taques revelou que, por conta da grave situação enfrentada na BR-163, colocou o secretário Marcelo Duarte, de Estado de Infraestrutura, em contato permanente com o governo do Pará, como tentativa de minimizar o sofrimento dos milhares de caminhoneiros que enfrentam os atoleiros, no Estado vizinho.
 
“O nosso secretário Marcelo Duarte foi lá no Pará, para ajudar. Mato Grosso cedeu combustível para helicópteros do Pará, para que ajudassem os caminhões. Não posso construir obras no Pará e o governador [Simão] Jatene não pode construir obras, em rodovia federal”, complementou ele, em novo cutucão ao governo federal.
 
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral, classifica a situação da BR-163 como "falta de planejamento". Pouco antes de tomar posse na nova diretoria da entidade, Corral disse que "Essa BR já devia estar asfaltada, porque a produção estava aí e sabiam que ia acontecer".
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