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Irredutível

Governo só negocia expansão de ferrovia se trilhos passarem por Cuiabá, diz Marcelo Duarte

Da Redação - Viviane Petroli

06 Mar 2017 - 14:00

Foto: José Medeiros/GCom-MT

Governo só negocia expansão de ferrovia se trilhos passarem por Cuiabá, diz Marcelo Duarte
O Governo de Mato Grosso tem sido irredutível quanto à expansão da Ferrovia Senador Vicente Vuolo. Segundo o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, o governador Pedro Taques só negocia a questão se os trilhos passarem por Cuiabá, pois o modal é considerado importante para o desenvolvimento econômico do Estado.

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Marcelo Duarte revela que diversas reuniões já foram realizadas entre o Governo de Mato Grosso, a Rumo-ALL do Grupo Cosan e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que se retomem os investimentos a partir de Cuiabá.
 
“É obvio que a empresa quer é a carga ao Norte de Cuiabá e não via Cuiabá. Mas, o governador Pedro Taques tem sido irredutível que qualquer negociação precisa passar por Cuiabá”, pontuou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, em entrevista à rádio Capital FM nesta segunda-feira, 06 de março.
 
Conforme o secretário, por mais que a expansão dos trilhos para além de Rondonópolis seja um pouco menos econômico sob o ponto de vista da Rumo–ALL, mas é fundamental para a estratégia de desenvolvimento de Mato Grosso.
 
BR-163 ameaça
 
O crescimento do escoamento da produção de grãos de Mato Grosso via Arco Norte, através da BR-163, é tido como um dos motivos para a retomada das discussões de expandir os trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo de Rondonópolis para Cuiabá e Sorriso. Caso a ampliação da ferrovia até Sorriso ocorra, o trecho de 600 quilômetros deverá receber R$ 5 bilhões em investimentos.
 
Ao ser questionado sobre as obras de pavimentação da BR-163 no Pará, que deveriam ter sido concluídas em 2013, Marcelo Duarte destacou que “Não é que a obra não tenha nada haver com Mato Grosso. Ela tem tudo haver com o Mato Grosso, porque o nosso escoamento e desenvolvimento passa por ela. Até investimentos que aparentemente não tem relação estão ligados, por exemplo a tão sonhada ferrovia em Cuiabá”.
 
De acordo com Duarte, a “ferrovia em Cuiabá começou a ser discutida novamente, porque a Rumo-ALL está vendo uma ameaça da BR-163 ser concluída” e com isso a produção de grãos da região Médio-Norte passaria a ser enviada com mais frequência para os portos do Arco Norte. “E, se eles (Rumo-ALL) não subirem também vão ficar ociosos”. 
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