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Armazenagem é foco de propostas de produtores de Mato Grosso para o Plano Safra 17/18

Da Redação - Viviane Petroli

22 Fev 2017 - 15:49

Foto: Reprodução/Internet/Ilustração

Armazenagem é foco de propostas de produtores de Mato Grosso para o Plano Safra 17/18
Propostas para o Plano Safra 2017/2018 deverão ser apresentadas em breve pelo setor produtivo ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A principal demanda do setor produtivo de Mato Grosso para o próximo ciclo é quanto à armazenagem. Os produtores rurais afirma que a burocracia e as exigências bancárias travam a ampliação da capacidade de armazenamento de grãos no Estado. A previsão é que o Plano seja lançado em maio pelo governo federal.
 
Mato Grosso, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em novembro de 2016, conta com 616 armazéns graneleiros e granetizados e 868 silos, que juntos somam uma capacidade útil de 37,2 milhões de toneladas, aproximadamente. O Estado entre soja e milho na safra 2016/2017 tem previsão de colher em torno de 55 milhões de toneladas.

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As demandas do setor produtivo agrícola e pecuário de Mato Grosso já começaram a ser compiladas pelas entidades, de acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Endrigo Dalcin, durante o lançamento do Centro de Aprendizagem e Difusão (CAD) em Campo Novo do Parecis. Ele explica que tais demandas serão entregues em breve ao governo federal.
 
“Queremos redução da taxa de juros e facilitação para investimento em armazenagem com uma taxa de juros menor que a de custeio”, comenta Dalcin. O presidente da Aprosoja-MT, observa que o setor pede uma taxa de custeio de 7,5% e para armazenagem de 6,5%.
 
Outro ponto que deverá constar nas propostas elaboradas pelos produtores mato-grossenses, no caso de grãos, é quanto à redução da burocracia para a armazenagem. “Além do alto custo para fazer uma unidade armazenadora, temos inúmeras burocracias como licença ambiental, projeto e exigências bancárias que travam investimentos”.
 
No último dia 20 de fevereiro, uma reunião entre as Federações da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), do Mato Grosso do Sul (Famasul) e de Goiás (Faeg), em Campo Grande (MS), com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu as principais demandas e anseios dos agropecuaristas do Centro-Oeste.
 
Conforme a analista de Agricultura da Famato, Karine Machado, a entidade mato-grossense e as entidades parceiras (Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e Aprosoja-MT, defendem a revisão das taxas de juros de programas específicos de investimentos como o PCA, o ABC e o Inovagro, a desburocratização e adequação das linhas créditos.
 
Durante a reunião em Campo Grande, a analista da Famato destacou que a entidade pediu que os preços mínimos da soja, milho e algodão sejam compatíveis ao custo de produção dos mato-grossenses. “Solicitamos que levem em consideração os estudos feitos pelo Instituto de Economia Agropecuária (Imea) que apontam para a adequação dos preços mínimos”.
 
Redução das taxas de juros
 
Em recente entrevista ao Agro Olhar, o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, revelou que o governo federal estuda uma redução das taxas de juros para o Plano Safra 2016/2017.
 
O ano safra 2017/2018 inicia no dia 1º de julho e segundo Geller, as discussões para o Plano Safra começaram ainda em dezembro as discussões.
 
“A partir de fevereiro nós vamos chamar os produtores para ver as demandas e necessidades deles. Nós vamos trabalhar sim com a possibilidade de redução da taxa de juros, seja ela para custeio ou investimento”, declarou Geller ao Agro Olhar durante a posse da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) no mês de janeiro.
 

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