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100 hectares

Projeto com apoio da Petrobras promove conservação de áreas degradadas no Vale do Araguaia

De Redação - Viviane Petroli

14 Set 2015 - 11:33

Foto: Assessoria Petrobras

Projeto com apoio da Petrobras promove conservação de áreas degradadas no Vale do Araguaia
Cem hectares de áreas degradadas no vale do Araguaia em Mato Grosso foram convertidos em áreas produtivas por projeto apoiado pela Petrobras. Outros 76 hectares de matas ciliares foram reflorestados. O Projeto Interagir é coordenado pela Associação O Povo Indígena da Nação Unida Tapirapé (Apinut).

O Projeto Interagir é desenvolvido no município de Santa Terezinha, na região do Rio Araguaia, em Mato Grosso. O projeto é realizado por intermédio do Programa Petrobras Socioambiental.

De acordo com a Petrobras, dos 100 hectares de áreas degradadas 60 hectares foram convertidos em áreas produtivas através da implantação de sistemas agroflorestais (SAFs) e outros 40 hectares em mandiocultura.

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Também foram plantadas mudas nativas diversas em 76 hectares da região. A ação beneficiou 57 agricultores familiares indígenas e não indígenas. O trabalho beneficia agricultores familiares das etnias Karajá e Tapirapé, além de assentados do projeto Presidente, instalado na região de Santa Teresinha.

De acordo com a coordenadora do Projeto Interagir, a bióloga Flávia Andrade, o sistema agroflorestal implantado é uma forma de manejo da terra em que se alia o cultivo de árvores frutíferas ou madeireiras e cultivos agrícolas.

A preparação para a implantação do projeto contou com dois dias de oficinas sobre SAFs e agricultura tradicional para indígenas e não indígenas de três aldeias de etnias Karajá e Tapirapé e de seis comunidades do assentamento Presidente.

"Encerramos a preparação plantando 90.000 mudas de cerca de 70 espécies diferentes para reflorestar matas ciliares da região e converter áreas degradadas em produtivas por meio de sistemas agroflorestais”, pontua a bióloga.

No Projeto Interagir o sistema agroflorestal implantado abrange culturas como arroz, milho, banana, cacau, coco, abacate, laranja, limão, açaí, batata, pupunha, cedro, mogno e ipê. Além disso, em um hectare se utilizou sementes crioulas de arroz, milho e feijão que não sofreram modificações genéticas.

“O projeto, além de recuperar o patrimônio do Vale do Araguaia, serviu para a afirmação das populações indígenas em meio não indígena, demonstrando sua capacidade técnica, humana e social aos assentados, garantindo-lhes respeitabilidade e dando a conhecer a outros públicos os princípios democráticos da Apinut", destacou a bióloga Flávia Andrade.

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