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Cooperativismo moderno dará mais 'musculatura' a pequeno agricultor, avalia Carlos Fávaro

Carlos explicou que o novo modelo consiste em os agricultores de pequeno e médio porte se unir para comprarem os insumos e também na hora da venda dos produtos. “Assim se ganha força, pois os negócios acontecem em escala maior”, comenta.

De Sinop - Alexandre Alves

23 Ago 2012 - 19:52

Foto: Globo Rural

Carlos Fávaro incentiva cooperativismo moderno

Carlos Fávaro incentiva cooperativismo moderno

O cooperativismo moderno, como está sendo chamada uma nova modalidade difundida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), vai dar mais “musculatura” econômica aos pequenos e médios produtores rurais do Estado, avalia o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro.

A entidade está fazendo seminários de cooperativismo, cujo objetivo é estimular, por meio do Programa de Fomento e Intercâmbio de Cooperativas de Produtores (Cooprosoja), novas adesões de agricultores a cooperativas. Nesta quarta e quinta-feira o evento foi em Sorriso (412 km ao Norte de Cuiabá).

Para Fávaro, a nova modalidade de cooperação, em que todos se unem, mas ao mesmo tempo assumem seus compromissos financeiros de forma individual, é uma tendência no Estado.

“Este novo modelo de cooperativismo tem dado muito certo em algumas cidades de Mato Grosso, como em Sorriso e Primavera do Leste, e a intenção é que em todos os municípios onde haja núcleo da Aprosoja sejam formadas cooperativas modernas”, informou Fávaro, ao Agro Olhar.

Carlos explicou que o novo modelo consiste em os agricultores de pequeno e médio porte se unir para comprarem os insumos e também na hora da venda dos produtos. “Assim se ganha força, pois os negócios acontecem em escala maior”, comenta.

A escala maior citada pelo presidente da Aprosoja permite aos agricultores alcançar ganhos superiores, de até 44%, se comparados aos produtores independentes. Segundo dados da safra 2010/11, a rentabilidade dos cooperados foi equivalente a seis sacas a mais por hectare em relação aos não cooperados.

Os ganhos já foram mostrados em uma pesquisa feita pelo Instituto Vetor, que revelou economia de 20% para os cooperados na compra dos insumos para a safra 2010/11 e, a rentabilidade na hora da comercialização, foi até 10% maior sobre os produtores independentes.
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