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Sábado, 27 de novembro de 2021

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DESACELERAÇÃO

Produção industrial em Mato Grosso ainda é positiva no acumulado de 12 meses

De Sinop - Alexandre Alves

10 Jul 2015 - 16:00

Indústria de alimentos, bebidas e biocombustíveis ainda seguram atividade industrial no lado positivo da tabela

Indústria de alimentos, bebidas e biocombustíveis ainda seguram atividade industrial no lado positivo da tabela

A atividade industrial em Mato Grosso ainda permanece positiva no acumulado dos últimos 12 meses, com índice de 1,7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (10). Apesar de tímido, o crescimento da produção na indústria mato-grossense entre maio de 2014 e maio de 2015 pode ser comemorada, se comparada com a do Brasil (-5,3%) e de estados como São Paulo (-7,9%), Paraná (-8%) e Rio Grande do Sul (-8,1%).

Além de MT, apenas Espírito Santo (14,3%), Pará (5,2%) e Goiás (1,5%) conseguiram ficar do lado positivo da tabela. Os dois estados do Centro-Oeste sob a influência da indústria do agronegócio. Já o da região Norte e aquele do Sudeste, embasados na extração, transporte e exportação de minério de ferro.

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Conforme levantamento do instituto, entre as atividades em Mato Grosso que, nos acumulado de 12 meses, continuam registrando saldo, estão a fabricação de produtos alimentícios, de bebidas, de produtos do fumo e de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis. Já as indústrias que registraram produção negativa em relação ao período anterior estão a do ramo madeireiro, de produtos químicos e fábricas de minerais não-metálicos (produção de adubos ou fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio).

Mas, apesar de os números ainda estarem positivos para Mato Grosso, o IBGE informa desaceleração das indústrias do Estado, que mostrou perda de ritmo frente aos resultados de março (3,3%) e de abril (2,4%).

Outros dados da pesquisa revelam uma freada no ritmo. Em maio de 2015, a atividade foi negativa em -4,9% em relação a maio de 2014. Já no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, o recuo é de -0,7%.

No recorte mensal, a principal influência negativa sobre a média global da indústria foi verificada no setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-22,7%), pressionado, especialmente, pela menor fabricação de álcool etílico. Os demais resultados negativos vieram de outros produtos químicos (-42,4%), de produtos de madeira (-17,6%) e de produtos de minerais não-metálicos (-19,2%).
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