Olhar Agro & Negócios

Terça-feira, 21 de setembro de 2021

Notícias / Agronegócio

Mercado agrícola

“Está quase insustentável trabalhar isoladamente”, diz presidente de cooperativa

Especial para o Agro Olhar - Thalita Araújo

12 Set 2012 - 09:15

Foto: Thalita Araújo

Sede administrativa da Cooperfibra, em Campo Verde

Sede administrativa da Cooperfibra, em Campo Verde

Enfrentar o mercado agrícola individualmente, sem unir-se a outros com interesses comuns, prejudica a viabilidade do negócio, seja ele de pequeno, médio ou grande porte. Essa é a análise de José Carlos Dolphini, presidente da Cooperfibra – Coopertativa dos Cotonicultores de Campo Verde.

“Está quase insustentável trabalhar isoladamente dentro do mercado agrícola. As cooperativas ajudam o produtor a viabilizar seus negócios”, afirma Dolphini, ressaltando a importância do potencial de compra e de venda que a união entre cooperados permite, resultando em maior rentabilidade para todos.

O presidente explica que um dos grandes benefícios de se trabalhar em sistema cooperado é fazer negociações com resultados melhores, já que se trabalha com grandes quantidades, seja de insumos a comprar ou produtos a vender.

Os descontos conseguidos em negociações são integralmente repassados aos cooperados e a instituição é mantida com uma taxa administrativa paga pelos integrantes, os quais somam hoje aproximadamente 160, de Campo Verde e alguns poucos de outras regiões.

Preços baixos do algodão desestimulam investimentos de produtores na próxima safra

Milho: cenário favorável já causa escassez de sementes

A Cooperfibra

Criada há 11 anos por produtores de algodão, a Cooperfibra iniciou suas atividades levantando demandas de compra e venda e realizando negociações, como qualquer organização do tipo. Ao longo dos anos, vem desenvolvendo serviços diferenciados, de acordo com José Carlos Dolphini.

O presidente diz que, aos poucos, a cooperativa foi sendo complementada e, atualmente, conta com uma forte estrutura de prestação de serviços ao cooperado, com algodoeira, laboratório de classificação de algodão, armazém e, mais recentemente, uma indústria de fiação. “E, para o futuro, estamos planejando uma indústria esmagadora do caroço de algodão”, revela.

Além de economia para o produtor, a cooperativa também tem tido como resultado o incremento da qualidade da pluma de algodão na região que, segundo o presidente, era uma deficiência. Campo Verde é a “capital” brasileira do algodão, com a maior produção nacional.

Apesar de ao algodão ser o foco, há 8 anos a soja e o milho foram inclusos nos trabalhos. Os serviços são de levantamento de demandas, negociações de compra de sementes e outros insumos, aquisição de maquinário e venda dos produtos. A cooperativa disponibiliza também armazéns de grãos e de insumos.

“A cooperfibra foi formada por um grupo de produtores sólidos e, por isso, cresceu com credibilidade junto à classe. É hoje um dos melhores grupos de comercialização do Estado. Nós queremos ser modelo para Mato Grosso e, quem sabe, para o Brasil”, diz Dolphini.
Entre em nosso grupo de WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet