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Quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

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Clima ameaça nova safra de milho na América do Sul

A produção de milho da América do Sul é muito importante para o abastecimento do mercado mundial e para reposição dos estoques. Os primeiros sinais da safra começam a não ser animadores.

Argentinos e gaúchos iniciam mais uma safra com problemas. A diferença é que em 2011 a região foi castigada por seca. Neste ano, há excesso de chuva. Com isso, o recorde de produção previsto para o período pode não ocorrer.

Uma eventual redução de safra por aqui vai se somar à forte quebra de produção nos EUA, devido a uma das piores secas vivida pelo país nas últimas décadas.

Prevista para 376 milhões de toneladas, a produção dos norte-americanos ficará próxima de 272 milhões. O mercado conta com as safras brasileira e argentina para repor parte dessa perda.
Os argentinos, com bom potencial de exportação, deveriam produzir 28 milhões de toneladas nesta safra 2012/13, conforme as estimativas mais otimistas.

Para analistas, esse volume não deverá ser atingido. Primeiro porque a área que será dedicada ao plantio não renderia volume elevado de produção. Segundo porque as condições climáticas não estão tão favoráveis. O plantio está atrasado e a produtividade poderá ser menor.

O Rio Grande do Sul vive problema semelhante ao da Argentina. Os gaúchos, que produziram apenas 3,3 milhões de toneladas neste ano devido à seca, têm previsão de 5,3 milhões nesta safra que se inicia, desde que a condição climática seja favorável.

Goiás e Minas Gerais, outros dois Estados importantes na produção nacional, começam a safra sob efeito de seca e atraso no plantio.
Mato Grosso, que começa a despontar como um dos principais produtores de milho na safrinha, está com atraso no plantio da soja. Quanto mais atrasar a lavoura da oleaginosa, menor fica a "janela" para o plantio do milho, que vem a seguir.

Muitos agricultores podem não arriscar esse plantio. Outros, mesmo que plantem, poderão ter produtividade menor devido à falta de chuva no desenvolver das lavouras.

O mercado externo está atento ao desenrolar das condições climáticas na América do Sul. Após quebras de safra nos EUA, na Europa e no Leste europeu, a oferta do cereal está muito limitada.
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