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Sábado, 27 de novembro de 2021

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DEBATES

Pesquisadores entendem que maior perda pós-colheita está na armazenagem dos grãos

Da Redação - Com Gabriel Faria, da Embrapa

25 Out 2012 - 18:36

Pesquisadores de diferentes instituições do Brasil e dos Estados Unidos, professores universitários, estudantes e produtores rurais debateram em Sinop, nesta quarta e quinta-feira, (MT) ações de pesquisa e de transferência de tecnologia sobre as perdas de grãos no pós-colheita.

Eles participaram do I Workshop de Perdas Pós-Colheita, promovido pela Aprosoja, em parceria com a Embrapa Agrossilvipastoril e com o Instituto ADM, da Universidade de Illinois (EUA).

Os palestrantes lembraram que as estimativas de perdas pós-colheita sejam de mais de 10% dos grãos, sendo que o maior problema está na armazenagem, uma vez que há a perda de qualidade dos grãos e consequentemente da competitividade, enquanto no transporte ocorre apenas a perda física.

“Na armazenagem existem as perdas por pragas, fungos e micotoxinas que ali se desenvolvem. Há também problemas de deterioração do grão pela umidade, seja por ineficiência de processos de armazenamento e de aeração, seja devido a processos de secagem inadequada. Nestas condições, o grão perde qualidade, reduz seu valor nutricional e pode ser prejudicial à saúde humana e animal quando há contaminação com micotoxinas”, explica o pesquisador da Embrapa Soja, Irineu Lorini.

Segundo Lorini, as pesquisas da Embrapa têm contribuído muito com melhorias dos procedimentos de armazenagem e, consequentemente, com a redução das perdas,

“Determinamos pragas importantes e identificamos a melhor tecnologia para o controle. Identificamos, por exemplo, uma praga de soja que não existia e que é quarentenária. Isto é importante porque passamos a nos precaver de um problema que poderia ser uma barreira para a exportação. Também identificamos micotoxinas e colocamos formas de prevenção pelo manejo adequado. Todas estas questões passam pelo manejo de armazenagem, com controle de pragas, e o manejo de estoques, evitando a deterioração do produto”, afirma o pesquisador.

De acordo com o diretor executivo da Aprosoja, Marcelo Duarte, o workshop contribuiu para a integração entre as instituições e os pesquisadores para o desenvolvimento de trabalhos conjuntos.

“Sairemos daqui com relacionamento construído. Não adianta nada o pesquisador de Illinois fazer a pesquisa sobre o Brasil se não tivermos um pesquisador aqui para acompanhar os trabalhos. Agora isto será possível”, disse.

Para o professor da Universidade de Illinois, Steve Sonka, a região de Sinop tem tudo para avançar nestas pesquisas, uma vez que está em meio ao maior polo produtor de grãos do país e reúne universidades e instituições de pesquisa, como a Embrapa Agrossilvipastoril.


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