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Terça-feira, 17 de maio de 2022

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Com tecnologia, Agres prevê crescer 100% durante este ano

As perspectivas de crescimento da agropecuária no Brasil e a capacidade de investimentos dos produtores têm cooperado para a alta de Equipamentos agrícolas. A indústria Agres, instalada em São José dos Pinhais, no Paraná, que fabrica navegadores, sistemas de piloto automático e outros eletrônicos para o maquinário Agrícola, tem vivenciado esse cenário favorável: entre os anos de 2011 e 2012, seu faturamento quase triplicou, saindo de R$ 2,9 milhões para R$ 8,5 milhões. E, para este ano, a empresa estima que seu crescimento possa ficar próximo de 100%.

"A meta para 2013 é R$ 18 milhões. Não vamos conseguir tudo isso, mas chegaremos muito perto", calcula Rafael Klein, diretor executivo e sócio da Agres. Em 2017, a empresa projeta chegar aos R$ 100 milhões de faturamento. Segundo Klein, a estimativa corresponde ao tamanho e ao crescimento do mercado de tecnologia Agrícola durante os últimos anos.

Parte do bom desempenho do segmento de tecnologia para a agropecuária é reflexo dos resultados da agropecuária brasileira. Segundo a Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o valor bruto da produção brasileira chegará em R$ 411,9 bilhões em 2013, alta de 9,7% em relação ao ano passado.

Já o levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) traz que o número de consórcios para máquinas e implementos agrícolas subiu 15% - em março havia 67 mil consorciados, e em agosto, 76,9 mil.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimac) também traz resultados favoráveis.

O faturamento do segmento de máquinas e implementos agrícolas subiu 14,7% no acumulado do ano até agosto, ante o mesmo período de 2012.

"Os números de Máquinas Agrícolas nos permitem fazer projeções ousadas", diz Klein. Ele considera que ainda há vários segmentos de mercado a serem explorados pela Agres.

Atualmente, a empresa tem serviços mais focados para as fases de fertilização e pulverização. Porém, o objetivo é expandir as atividades também para as etapas de plantio e colheita.

O carro-chefe da empresa são os navegadores de bordo, uma espécie de microcomputador com sistema de GPS acoplado aos veículos agrícolas. Entre outras funções, os equipamentos mapeiam a Lavoura e traçam linhas paralelas para que o operador saiba exatamente o trajeto a ser percorrido. Com este recurso apenas, já se consegue diminuir erros de percurso, economizar insumos e aumentar a velocidade média do veículo.

Além da tecnologia de navegação, os sistemas mais modernos controlam a abertura e fechamento das válvulas que liberam fertilizantes. Os equipamentos também passaram a ser capazes de interpretar mapas criados pelos agrônomos. Dessa forma, podem-se aplicar insumos em taxa variável, de acordo com a necessidade de cada talhão da Lavoura, conforme as técnicas de Agricultura de precisão.

Na última versão do equipamento acrescenta-se ainda um sistema de piloto automático. "O operador só acelera a máquina. Sem tudo isso, ele fica extremamente desconfortável. Tem que manusear equipamentos, chaves, olhar para dentro e para fora." Klein afirma que com a tecnologia o foco passa a ser o desempenho, o que permite ganhos de produtividade.

Klein também antecipa que novos sistemas de correção do sinal de satélite devem permitir que a margem de erro dos equipamentos de navegação passe para menos de 10 cm. Com tal precisão, abrem-se portas para que a empresa atue também nas etapas de plantio e colheita. "Nossa estratégia é fechar o ciclo de Agricultura", afirma ele. Com o ciclo fechado, fica viável implantar a telemetria, sistema para enviar dados coletados pelos sensores das Máquinas Agrícolas em tempo real para uma central.

Segundo Klein, a proposta da Agres é desenvolver produtos de alta tecnologia, mas com custo inferior ao dos grandes competidores internacionais. "A partir de 2010 também começamos a focar em fabricantes; deixamos o varejo." A questão do suporte técnico é um dos pontos chave para a empresa, afirma ele. Como as lavouras ficam em lugares remotos, a estratégia da companhia para treinar, customizar e fazer adaptações de acordo com as necessidades de cada agricultor é essencial. Com o foco na venda direta para fabricantes - que segundo Klein aumento muito nos últimos anos -, a questão fica mais simples.
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