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Notícias / Agronegócio

Centro de pesquisa da Aprosoja completa 10 anos e acumula estatísticas sobre comportamento da soja no solo de MT

Da Redação - Vinicius Mendes

O Centro Tecnológico de Campo Novo do Parecis (CTECNO Parecis), da Aprosoja, completou 10 anos de existência com realização de testes e pesquisas sobre o comportamento da soja e do milho no Cerrado mato-grossense. Uma visita técnica foi realizada nesta quinta-feira (15) com uma programação especial.

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A Aprosoja possui centros técnicos de pesquisa em Campo Novo do Parecis e na região do Araguaia, para testar o comportamento das culturas em diferentes tipos de solo e clima. No entanto, há planos de expansão para outras regiões.

O foco do centro tecnológico em Campo Novo do Parecis é estudar o comportamento da soja e do milho em um solo com variação entre mais arenoso ou mais argiloso. São feitos testes para descobrir a maneira mais eficiente de se produzir nestes contextos.

Durante o evento do CTECNO Parecis, realizado ontem (15), foram apresentados resultados de pesquisas desenvolvidas no local, além de atividades de campo voltadas à disseminação de informações técnicas.

“Muitos produtores vêm todo ano, porque por mais que a maioria das pesquisas são repetidas, justamente você tem os resultados de acordo com as variações climáticas. Então, quanto mais antigo fica o CTECNO, mais assertivo também é o resultado das pesquisas. Uma pesquisa precisa ter sempre repetições e quanto mais ela é repetida, melhor”, disse o presidente da Aprosoja, Lucas Costa Beber.

Beber destacou que a importância de um centro de pesquisa como o de Campo Novo do Parecis estar completando 10 anos é justamente para que o produtor possa ter dados mais seguros para poder planejar as safras e garantir uma maior eficiência econômica. “Ele não pode se dar o luxo de perder mais do que os fatores que ele não pode controlar já fazem”, afirmou Lucas Costa Beber.



O centro de pesquisa é mantido pelos produtores, através do fundo da Aprosoja, e permite a realização de testes de tipos de cultura, com diferentes tipos de entressafra, em diferentes tipos de variação de solo, para saber o que dá certo e o que não dá em determinado período de tempo, permitindo que os acertos sejam replicados pelos produtores.

“Quando se fala em prejuízo, às vezes nós pagamos muito caro pela falta de conhecimento. (...) Aqui, de fato, é simulado tudo aquilo que o produtor diz que está dando resultado ou que está tendo problema e, de fato, é verificado e repetido ao longo dos anos. O mais importante, pelo centro estar completando 10 anos esse ano, é justamente que você tem a replicação destes testes ao longo dos anos, ou seja, não é uma vez, não é uma estatística, são várias estatísticas que fazem ele filtrar e tomar uma decisão mais acertada”, pontuou o presidente da Aprosoja.
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