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Suspensão de financiamento preocupa produtores rurais e pode afetar preço dos alimentos, diz Aprosoja-MT

Da Redação - Amanda Divina

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) afirmou que a suspensão da contratação de linhas de financiamento pelo Plano Safra 24/25 gera preocupação e insegurança nos produtores rurais. A determinação da paralisação foi informada pelo Tesouro Nacional na quinta-feira (20). Atualmente, o estado é o maior produtor de soja e milho no país.

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De acordo com a portaria, assinada pelo secretário do Tesouro Nacional Rogério Ceron de Oliveira, o Congresso ainda não aprovou a proposta de Lei Orçamentária para este ano. A suspensão dos novos contratos começa a partir desta sexta-feira (21). Entretanto, foi ressaltado que as linhas de financiamento do Pronaf Custeio, que atende pequenos produtores, continuam operando. O Plano Safra 24/25 foi anunciado como o maior programa de crédito rural do país, que inclui linhas para pequenos, médios e grandes produtores.

Por meio de nota, a Aprosoja-MT afirmou que a medida compromete a estabilidade financeira dos agricultores e a segurança alimentar e econômica do país.

"O crédito rural é a base para a produção agrícola no Brasil, garantindo que os produtores tenham acesso a recursos para custear suas lavouras, investir em tecnologia e manter a competitividade no mercado global. Sem esse apoio, muitos enfrentarão dificuldades para financiar suas operações, o que pode resultar na redução da área plantada, na queda da produtividade e no aumento dos custos operacionais", diz a nota.

A associação ressaltou que a falta de crédito pode afetar o abastecimento interno e influenciar nos preços dos principais alimentos que também compõem a cesta básica. A soja e o milho, por exemplo, são utilizados para a produção de diversas rações e produtos alimentícios.

"O impacto não se limita apenas ao campo. A falta de crédito pode refletir diretamente no abastecimento interno, influenciando o preço dos alimentos e pressionando a inflação. Soja e milho são insumos essenciais para a cadeia produtiva de proteínas, e qualquer dificuldade na produção desses grãos afeta diretamente o preço da carne, do leite e dos ovos, prejudicando toda a população, especialmente as famílias de menor renda. Além disso, a medida coloca em risco a posição do Brasil no mercado internacional", ressaltou.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve encaminhar um ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU) para liberar os recursos de forma imediata.

"O Brasil tem no agro um dos seus pilares econômicos e sociais. Os produtores rurais não podem ser penalizados por decisões que desconsideram a importância do setor para o país. A retomada dos financiamentos do Plano Safra é urgente para garantir que o Brasil continue sendo um dos maiores produtores de alimentos do mundo e para assegurar que a população tenha acesso a produtos de qualidade a preços justos. É necessário que o governo federal apresente uma solução imediata para evitar prejuízos irreversíveis ao setor produtivo e à economia nacional", reforçou.
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