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Sexta-feira, 13 de março de 2026

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INVESTIMENTO & MERCADO

Victor Bento aponta imóveis como investimento sólido em Cuiabá, mesmo com juros elevados

Victor Bento aponta imóveis como investimento sólido em Cuiabá, mesmo com juros elevados
Em um cenário nacional marcado por juros elevados e crédito mais restrito, o mercado imobiliário mantém papel estratégico entre as opções de investimento de longo prazo — especialmente em regiões com crescimento econômico consistente e expansão urbana estruturada, como Cuiabá e outras cidades de Mato Grosso.


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Dados de entidades do setor e análises de especialistas indicam que, mesmo com a taxa Selic em patamares elevados — ainda que com projeções de recuo —, os imóveis continuam atraindo investidores. A combinação entre segurança patrimonial, geração de renda recorrente por meio da locação e valorização ao longo do tempo sustenta a atratividade do setor.

Na capital mato-grossense, o desempenho reflete características próprias da economia local. O avanço do agronegócio, a concentração de serviços, o crescimento populacional e a expansão de bairros planejados mantêm a demanda por moradia e locação aquecida, criando ambiente favorável aos investimentos imobiliários. Mesmo diante do custo mais alto do financiamento, parte dos compradores antecipa aquisições ao enxergar o imóvel como ativo real capaz de proteger o patrimônio em períodos de instabilidade econômica.

Segundo Victor Bento, diretor do Grupo Vivart, o momento exige análise menos imediatista e foco no horizonte de médio e longo prazo.

“Em mercados como o de Cuiabá, o imóvel não deve ser avaliado apenas pelo impacto momentâneo dos juros. Quando consideramos um horizonte mais amplo, fatores como valorização urbana, demanda constante por locação e escassez de áreas bem localizadas fazem do imóvel um investimento sólido”, afirma.

O perfil do investidor local também reforça essa tendência. Em vez de buscar ganhos rápidos, muitos compradores utilizam o imóvel como instrumento de diversificação em relação às aplicações financeiras tradicionais.

Enquanto investimentos em renda fixa acompanham diretamente as oscilações da Selic, o mercado imobiliário apresenta dinâmica própria, menos sensível às variações de curto prazo e mais vinculada ao desenvolvimento urbano e econômico da região.

Na prática, essa diferença pode ser ilustrada de forma objetiva. Um capital de R$ 500 mil aplicado em renda fixa, mesmo com juros elevados, tende a gerar retorno previsível, porém sujeito à tributação e à necessidade de reinvestimento constante para manutenção da rentabilidade. Já o mesmo valor investido em um imóvel bem localizado em Cuiabá pode gerar renda mensal com aluguel — geralmente ajustada pela inflação — além da valorização patrimonial ao longo dos anos.

“Quando somamos a renda da locação à valorização do imóvel, o retorno total costuma ser bastante competitivo, especialmente em regiões com crescimento urbano consistente”, explica Victor.

Outro ponto relevante é o perfil do mercado local. Em Cuiabá, bairros em expansão e empreendimentos com infraestrutura consolidada apresentam liquidez acima da média, tanto para venda quanto para locação. Esse fator reduz um dos principais riscos do investimento imobiliário: o tempo de vacância.

“Investidores que escolhem corretamente a localização e o tipo de imóvel conseguem minimizar riscos e garantir renda mais estável, mesmo em um ambiente econômico desafiador”, destaca o diretor.

Especialistas avaliam ainda que, historicamente, ciclos de juros elevados costumam ser seguidos por períodos de estabilidade ou queda das taxas, o que tende a aumentar a atratividade do crédito imobiliário e impulsionar a valorização dos ativos. Nesse contexto, investidores já posicionados no mercado podem se beneficiar tanto pela renda gerada no presente quanto pela valorização futura do imóvel.

Para Victor Bento, essa dinâmica é ainda mais evidente em Mato Grosso.

“O estado segue como um dos motores econômicos do país, com geração de emprego, renda e migração interna. Esse movimento sustenta a demanda por imóveis e reforça o papel do setor imobiliário como ferramenta de preservação e construção de patrimônio”, conclui.
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