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Quinta-feira, 18 de julho de 2024

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produtores estão preocupados

Medidas para auxiliar produtor a enfrentar crise são insuficientes, diz presidente da Aprosoja

Foto: reprodução

Medidas para auxiliar produtor a enfrentar crise são insuficientes, diz presidente da Aprosoja
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, avaliou que as medidas usadas pelo governo federal são insuficientes para auxiliar os produtores rurais de Mato Grosso. O lançamento do Plano Safra 24/25, que deveria dar um 'respiro' aos produtores, foi adiado para o dia 3 de julho.


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Costa Beber relembrou ainda que durante a safra 23/24, os produtores rurais tiveram dificuldades com relação às adversidades climáticas que ocasionou uma quebra de safra.

Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que Mato Grosso deve produzir 39,05 milhões de toneladas da soja na safra de 2023/24. Esta é a menor produção do grão nos últimos dois anos.

Além dos problemas climáticos, os produtores rurais estão sofrendo com os altos juros. Uma análise da Comissão de Política Agrícola apontou que os juros estão na casa dos 17% sendo que o prometido pelo governo federal foi de 8%.

“O Mapa chegou a dizer que ‘pela primeira vez na história, um governo se adiantou e aplicou medidas de apoio antes mesmo do fim da safra’. Eu completaria com o seguinte, que pela primeira vez na história, um governo prometeu com tanta antecipação as soluções e que no final foram insuficientes”, comentou o presidente.

Outra medida que se mostrou insuficiente, segundo a Aprosoja-MT, é a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) 5.123, publicada pelo governo em março de 2024. A norma trouxe medidas de abrangeram a renegociação de operações de investimentos, destinadas principalmente para adquirir maquinário, o que não é a única necessidade do produtor.

As solicitações de renegociações deveriam ocorrer até o dia 31 de maio e não contemplaram, por exemplo, bancos de montadoras, que não repactuam as negociações fundamentadas nessa norma, pois as empresas alegam que não se trata de crédito rural. Já a renegociação de custeio permaneceu nas regras do Manual do Crédito Rural (MCR).

“Não há transparência nas informações sobre volume de renegociação, nem dados concretos do tema, porém sabe-se a partir de contato com as instituições financeiras que não estão utilizando as normas previstas na Resolução do Conselho Monetário, mas sim o disposto no Manual de Crédito Rural”, afirma Lucas.
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