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Sexta-feira, 19 de abril de 2019

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Puxados pelo agronegócio, só MT e mais cinco estados devem superar pior recessão da história

Da Redação

06 Jan 2019 - 11:20

Foto: José Medeiros/GCom-MT

Puxados pelo agronegócio, só MT e mais cinco estados devem superar pior recessão da história
Mato Grosso está na lista dos seis estados brasileiros que devem superar os índices da maior recessão da história do País. Levantamento feito pela Tendências Consultoria Integrada divulgado no jornal Estado de São Paulo revela que MT, Pará, Roraima, Santa Catarina, Rondônia e Mato Grosso do Sul serão os únicos a superar o Produto Interno Bruto (PIB) registrado em 2014, ano em que o país mergulhou em crise econômica.

O agronegócio é a grande esperança de Mato Grosso. A expectativa é de safra recorde de soja em 2019, que beneficiará também Mato Grosso do Sul. A melhora no cenário, no entanto, tem de ser acompanhada de corte de gastos e enquadramento na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Quase todos estão com as despesas de pessoal acima do limite de 60% e enfrentam dificuldade para pagar servidores”, alerta a reportagem.

Leia abaixo a íntegra da matéria publicada por Estadão:

Economia de apenas seis estados devem superar nível pré-crise em 2019

Renné Pereira - O ESTADO DE S. PAULO

Apenas seis Estados vão conseguir apagar neste ano os estragos causados pela recessão econômica. Levantamento feito pela Tendências Consultoria Integrada mostra que Pará, Roraima, Mato Grosso, Santa Catarina, Rondônia e Mato Grosso do Sul serão os únicos a superar o Produto Interno Bruto (PIB) registrado em 2014 – quando o País entrou na pior recessão da história.

O desempenho, puxado pela iniciativa privada, deve dar um pouco de fôlego aos novos governadores, que terão de cortar gastos e reduzir a folha de pagamento para se enquadrar na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Quase todos estão com as despesas de pessoal acima do limite de 60% e enfrentam dificuldade para pagar servidores. Mas, com crescimento maior, a arrecadação tende a aumentar e dar ligeira folga aos cofres públicos.

Nos demais 20 Estados e no Distrito Federal, os novos governadores não vão ter o mesmo alívio. Pelo levantamento, eles terão crescimento abaixo da média nacional e não conseguirão voltar ao nível pré-crise. Alagoas, Maranhão e Sergipe são os que estão mais distantes do patamar de PIB registrado em 2014.

“Em vários locais, esse nível só deverá ser alcançado em 2020 ou 2021”, diz o economista da Tendências, Adriano Pitoli, responsável pelo levantamento ‘Cenários Regionais 2019-2023’.

Ele explica que, no caso dos seis Estados, a economia foi impulsionada pelo bom desempenho do agronegócio, pela maior exposição ao mercado internacional e pela maturação de projetos de mineração, como o da Vale, no Pará. Há ainda aspectos inusitados que devem ter impacto no PIB, diz Pitoli. É o caso do crescimento do número de imigrantes venezuelanos em Roraima – que esteve sob intervenção federal até 31 de dezembro.

“Mesmo que de forma atabalhoada, há um movimento maior da economia, com mais pessoas buscando ocupação e suporte do governo federal.” Mato Grosso e Mato Grosso do Sul serão influenciados pela expectativa de safra recorde de soja em 2019. A agricultura também reforçará a economia de Rondônia. “Em Santa Catarina, o dólar favorável vai ajudar a indústria de carne e metalurgia”, diz.

Pelos dados da Tendências, em 2017 e 2018, esses Estados já tiveram um desempenho acima da média nacional. E devem continuar assim neste ano. Em termos regionais, o Norte terá o maior avanço do PIB em 2019 por causa da recuperação de algumas áreas, como a indústria eletroeletrônica do Amazonas muito sensível ao ciclo econômico. Junto com o Nordeste, a região foi uma das que mais sofreram com a recessão econômica.

“Temos uma recuperação econômica lenta e fraca especialmente por causa das incertezas em relação às reformas que precisam ser feitas no Brasil”, afirma o economista do Itaú Unibanco, Artur Passos.

5 comentários

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  • Juca
    07 Jan 2019 às 07:38

    Pedro, o PIB é o resultado de diversos indicadores. O aumento dele em um período não quer dizer que o estado está rico!

  • Moa
    06 Jan 2019 às 19:50

    Para melhorar a situação, só cortando 60% do funcionalismo público, parasitas do dinheiro arrecadado com imposto, mas como sabemos que isso jamais vai acontecer, então não espere melhoras.

  • alexandre
    06 Jan 2019 às 18:54

    aGRO não contribui , não pagam impostos..

  • Reginaldo Travassos
    06 Jan 2019 às 18:26

    Esse é o setor que tanto querem taxar, é isso? Taxar mais ainda mais o setor que mais empurra o estado pra frente??? Como podem ser tão ignorantes assim? Ao invés de brigar para baixar o custo da máquina, “destaxar” outros setores para alavancar prosperidade, ficam tentando puxar pra baixo a galinha dos ovos de ouro do estado... triste...0

  • Pedro
    06 Jan 2019 às 11:48

    E esse discurso de governo quebrado??????

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