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Sábado, 23 de março de 2019

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Indústria vai produzir 200 milhões de litros de etanol a base de milho e deve gerar mais de 2 mil empregos

Da Redação - Patrícia Neves

07 Mar 2019 - 09:57

Foto: ceisebr.com

Imagem ilustrativa

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Um dos maiores grupos empresarias de Mato Grosso vai lançar nos próximos dias a Ethanol Bioenergia, na BR 163, em Nova Mutum (238 km de Cuiabá-MT). A indústria será 100% sustentável, com capacidade de produção de 200 milhões de litros de etanol à base de milho por ano, além de farelos para ração animal (DDGS e DDG) que serão usados pelo próprio grupo e regionalmente. 

Segundo a assessoria, a construção do novo empreendimento vai gerar a contratação de 1100 operários. Depois da inauguração, a expectativa é gerar cerca de 2250 empregos diretos e indiretos para a produção anual de 200 milhões de litros de etanol combustível (álcool anidro e hidratado). O investimento atinge cerca de R$ 400 milhões. 

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O projeto está em fase avançada de execução. As licenças ambientais, aprovadas desde 2018, já foram liberadas e as obras devem começar ainda no primeiro semestre deste ano, com previsão de inauguração para 2020. O grande diferencial da indústria será a utilização, como matriz energética, do capim Brachiaria plantado em áreas de lavoura e pasto degradado da própria empresa, garantindo sua auto-suficiência. 

Diferente de outros grupos econômicos que produzem etanol de milho no estado, a Ethanol Bioenergia é 100% mato-grossense e vai agregar valor à cadeia do milho. A construção do novo empreendimento vai movimentar a região, com a geração de emprego e renda e recolhimento de impostos, que por ano deve gerar cerca de R$ 36 milhões somente de ICMS. 

Etanol de milho

A transformação de milho em etanol já é considerada um caminho sem volta em Mato Grosso, líder na produção do grão no País. Na safra 2017/2018 o estado produziu 26,3 milhões de toneladas de milho, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Além de agregar valor ao cereal, a usina de etanol de milho impulsiona cadeias produtivas, com níveis de poluição muito menores comparadas aos combustíveis fósseis. 

Segundo dados da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), até 2028, Mato Grosso deverá produzir 10% de todo o etanol brasileiro, com futuro investimento em um álcoolduto para transportar o combustível até os grandes centros do Sudeste.
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